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Festival de documentários vai do Black Power à geopolítica mundial

31 Mar 2011 - 13h20
Angela Davis em cena de \'The Black Power mixtapes 1967 - 1975\', de Göran Hugo Olsson - Crédito: Foto: DivulgaçãoAngela Davis em cena de \'The Black Power mixtapes 1967 - 1975\', de Göran Hugo Olsson - Crédito: Foto: Divulgação
O festival internacional de documentários É Tudo Verdade tem sua primeira sessão, exclusiva para convidados, nesta quinta-feira (31), em São Paulo. O filme escolhido para a abertura, com sessão às 20h30 no Cine Livraria Cultura 1, é \"The Black Power mixtapes 1967 - 1975\", que inclui registros raros, em 16 mm, sobre a explosão do Movimento Negro nos Estados Unidos.

Em sua 16ª edição, o É Tudo Verdade traz 92 documentários, de 29 países, em sua seleção oficial. Entre as produções brasileiras, há 18 documentários ainda inéditos no país. A abertura do festival no Rio de Janeiro acontece nesta sexta, também às 20h30, na sala 6 do Unibanco Arteplex, com a exibição de \"...Mas o cinema é minha amante\", documentário sobre a obra do cineasta sueco Ingmar Bergman. Todas as sessões têm entrada franca.

\"The Black Power mixtapes\" reúne material registrado entre 1967 e 1975. E o filme faz mais que catalogar discursos inflamados de figuras históricas do Movimento dos Direitos Civis nos Estados Unidos. Eles estão lá, claro: Stokely Carmichael aparece em visita a Paris e Martin Luther King durante encontro com o Rei Gustaf VI da Suécia.

Mas o interessante aqui é vê-los também em momentos de descontração, conversando com colegas nos bastidores de reuniões e durante viagens.

Na outra ponta, em um dos momentos mais dramáticos do filme, a ativista Angela Davis aparece em sua cela, numa prisão da Califórnia, em 1972. Ela aguardava pelo julgamento que poderia levá-la a pena de morte. Angela fala da adolescência violenta no Alabama e da perseguição que sua família e amigos sofriam.

O documentário detalha a organização dos Panteras Negras (com imagens de seus comitês e crianças cantando músicas de resistência) e a cobertura que a imprensa sueca fez do Movimento dos Direitos Civis dos Estados Unidos. Depoimentos atuais, de gente como os músicos Talib Kweli e Erykah Badu, completam o arco de entrevistas.

Depois da sessão de abertura desta quinta, \"The Black Power Mixtapes\" terá reprises em São Paulo, nesta sexta, às 21h, e às 15h do dia 8, no Centro Cultural Banco do Brasil. No Rio de Janeiro, o filme será exibido neste sábado, às 19h, com reprise no dia 4, às 17h, no mesmo local, ambos no Unibanco Arteplex.

O longa será exibido no Cine Livraria Cultura de São Paulo às 19h do dia 7 e terá duas reprises, na Cinemateca, às 20h do dia 9, e no Centro Cultural Banco do Brasil, às 19h do dia 10. Os cariocas terão apenas uma chance de ver o novo documentário da diretora: será no dia 10, às 16h, no Instituto Moreira Salles.

Para completar o panorama da geopolítica internacional montado pelo É Tudo Verdade, o festival dedica ainda espaço aos filmes do jornalista e cineasta iraniano Maziar Bahari. Ex-correspondente em Teerã para a revista \"Newsweek\", Bahari foi detido e torturado por quatro meses pelo regime de Mahmoud Ahmadinejad após as revoltas nas eleições presidenciais de 2009 e vem ao Brasil como convidado do júri internacional de documentários.

Dois de seus filmes mais recentes serão exibidos por aqui. \"A queda de um xá\" faz um raio-x do controverso monarca iraniano Reza Pahlevi, que comandou o país dos anos 50 até a Revolução de 1979. Já \"Uma odisseia iraniana\", traça o perfil do primeiro-ministro iraniano, Mohammad Mossadegh, derrubado por um golpe de estado planejado pela CIA em 1953 após sua tentativa de nacionalizar o petróleo no país.

O Cine Livraria Cultura de São Paulo exibirá ambos os filmes já nesta sexta-feira, a partir das 15h, e reprisa no dia 6, a partir das 17h.

No Rio, \"A queda de um xá\" terá sessões no sábado, às 13h, no Unibanco Arteplex, e no domingo, às 16h, no Espaço Museu da República. Os mesmos cinemas exibem \"Uma odisseia iraniana\" no dia 4, às 19h, e no dia 8, às 14h.
(G1)

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