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Em novo CD, Fábio Jr. grava 'músicas boas de cantarolar'

26 Abr 2011 - 15h20
O cantor Fábio Jr. em clima intimista
 - Crédito: Foto: DivulgaçãoO cantor Fábio Jr. em clima intimista - Crédito: Foto: Divulgação
Falar que um disco tenta reproduzir um \"clima intimista\" pode até parecer clichê, mas não poderia haver forma mais direta de descrever \"Íntimo\", novo disco de Fábio Jr.

Para reforçar a ideia do título, o galã de 57 anos vestiu pijamas nas fotos de divulgação, escolheu \"músicas boas para cantarolar\" e chamou convidados que deixam tudo em casa: os filhos Fiuk e Tainá.

\"Cada vez quero me colocar mais para o público. É sério mesmo. Eu quero mais essa intimidade. As fãs vêm me dando isso há tantos anos\", justifica-se Fábio, em entrevista ao G1. Mas usar pijama não é menos íntimo do que ficar pelado, como no CD lançado em 1995? \"Todo mundo diz isso, mas eu estava de sunga\", responde, um tanto irritado.

Embora Fiuk esteja em \"20 e poucos anos\" e \"Carango\", a filha menos famosa se destaca em \"Fullgás\", releitura da música conhecida na voz de Marina Lima. \"Tainá é a grande surpresa do disco\", elege. \"O Filipe já está aí bombado. Quando ouvi a gravação dela, fiquei impressionado. Eu fui com ela para o estúdio, mas deixei sozinha com o Cesar Lemos [produtor]. Eu sou pai, tenho que ter certo distanciamento. Escutava ela em casa. Ir pro estúdio é outra coisa.\"

A parceria com os dois filhos deu tão certo que o time pode até ser reforçado. Fábio gostaria da possibilidade de reunir seus rebentos em uma turnê ou disco ao vivo. \"Essa é uma p... ideia. Já ouviu a Cléo [Pires] cantando? É afinadíssima. Eu tenho três cantando já... Vou fazer isso. Com certeza daria certo. Achando um repertório legal é só gravar. A gente acha algo rapidinho. Cantaríamos Lenine, Hyldon...\", arrisca.

Antes de o projeto familiar tomar corpo, Fábio comenta os rumos atuais de seu filho cantor. Para ele, era inevitável a saída de Fiuk da banda Hori. \"A gente conversa sobre tudo, velho. Os olhos ficaram muito voltados para ele, porque ele compõe, toca batera, teclado, canta. Ele rala pra caramba. Ele merece\", atesta.

Se o DNA explica as participações especiais, os assobios e os \"lalalá\'s\" do dia-a-dia explicam o repertório. \"Eu não escolhi pela banda, mas pela música. De reperente, eu me pego cantarolando. Você escolhe uma, duas ou três. E isso vai definindo o caminho\", explica. Mesmo dando importância ao álbum, ele reconhece a perda de força do CD. \"A venda de CD acabou, esquece. O negócio hoje para cantores é o palco, é fazer show.\"

#####Imagem não é nada
Na apresentação das novas canções em São Paulo, no Credicard Hall nesta sexta-feira (29) e sábado, a pose de galã e a fama de pegador devem continuar rendendo gritos agudos vindos da plateia. Mas ele jura que a intimidade vai mais pelo lado musical. \"Eu não inventei e não fabriquei nada. Eu vou tocando meu barco... Que bom [que continuo com essa imagem]. Eu acho que o mais importante independe da imagem. É meu repertório que conta\", garante.

A nova safra intimista passa por Jota Quest (\"Dias melhores\"), Caetano Veloso (\"Você é linda\"), Lenine (\"Paciência\"), Hyldon (\"As dores do mundo\") e Djavan (\"Esquinas\"). Roberto e Erasmo Carlos também são lembrados com a inclusão de \"Do fundo do meu coração\". \"Vi um especial do Erasmo no \'Altas Horas\', em que ele estava cantando com a Roberta Sá. E tem uma versão do Erasmo com a Adriana Calcanhotto. A letra é linda\", elogia.

Além da paixão pelo Rei e pelo Tremendão, a black music pode rechear por completo seu próximo registro. \"Queria fazer um disco só com música negra em português. Meio suíngue, meio R&B. Só Tim [Maia], [Claudio] Zoli, Cassiano\", adianta. A volta aos estúdios é garantida, já o retorno aos sets fica mais difícil. \"Esse batidão de novela eu não animaria, não. Mas sei lá... Se o especial de fim de ano tivesse virado uma minissérie, toparia\", diz, referindo-se ao programa da Rede Globo \"Tal pai, tal filho\", com Fiuk.

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