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Editora lança nova edição de “Um Reflexo na Escuridão”

28 Mar 2016 - 09h20Por Renata Giraldi*
“Um Reflexo na Escuridão” possui diversos elementos autobiográficos, tirados da experiência do autor mas também o momento vivido pela sociedade da época. - Crédito: Foto: Divulgação“Um Reflexo na Escuridão” possui diversos elementos autobiográficos, tirados da experiência do autor mas também o momento vivido pela sociedade da época. - Crédito: Foto: Divulgação
Um reflexo na escuridão, de Philip K. Dick, volta às prateleiras das livrarias brasileiras agora em março. A nova edição do clássico será lançada pela editora Aleph, responsável por publicar as obras do autor no Brasil.


Philip é um dos maiores escritores de ficção científica do século XX, com obras mundialmente famosas. Com um estilo que se aproxima dos psicodramas, Dick não fez sucesso apenas na literatura: ele também é um dos autores do gênero com mais livros adaptados para o cinema.


Vários de seus trabalhos tornaram-se conhecidos devido a filmes com grandes bilheterias, como "Blade Runner: O Caçador de Androides", "Minority Report: A Nova Lei", "O vingador do Futuro", "O Impostor", "Os Agentes do Destino" e "O Vidente".


Escrito originalmente na década de 1970, este romance de PKD se passa na Orange County do futuro. A história gira em torno do Agente Fred, policial escalado para obter informações sobre a origem de uma droga chamada Substância D. Sob o nome de Bob Arctor e com um disfarce que muda até sua fisionomia, ele é infiltrado em um grupo de usuários e se vê obrigado a tomar grandes quantidades da droga para manter sua identidade em segredo. No entanto, o policial logo começa a duvidar de sua própria consciência – como é característico do trabalho de PKD – e não sabe mais quem é de fato: um honesto policial se passando por usuário de drogas ou um viciado que, para obter acesso mais fácil às substâncias ilícitas, finge ser policial.


O livro possui diversos elementos autobiográficos, tirados da experiência do autor em meio à cultura das drogas. A obra reflete não só a vida do autor, mas também o momento vivido pela sociedade de sua época, além de ser considerado um dos textos mais sombrios de Dick. O próprio PKD, em entrevista dada à revista SF EYE em 1996, citou que ele realmente se via nessa história. Em uma nota do autor, que consta no fim do livro, Philip faz uma homenagem a todas as pessoas que ele amou durante a vida e que, devido ao uso exagerado de álcool e drogas, acabaram mortas ou com sequelas irreversíveis. Ele inclui a si mesmo nessa lista: "Para Phil – danos pancreáticos permanentes".


Esta edição especial da editora Aleph conta com alguns extras: uma entrevista com o autor, falando sobre drogas, literatura e ficção científica, e um artigo, escrito por Vaughan Bell, que discute tipos de psicose, à luz da neuropsicologia e de situações apresentadas no romance. Repleto de drogas, sexo e repressão, sem medo de tratar os mais diferentes tabus, este clássico convida o leitor a participar de mais uma das insanas viagens de Philip K. Dick, colocando em xeque o que é realidade e o que é ilusão.

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