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Dourados recebe padre sertanejo

23 Nov 2015 - 08h42
Alessandro Campos, o padre Sertanejo, se apresenta em Dourados no dia 7 de dezembro. - Crédito: Foto: DivulgaçãoAlessandro Campos, o padre Sertanejo, se apresenta em Dourados no dia 7 de dezembro. - Crédito: Foto: Divulgação
Alessandro Campos, conhecido como padre sertanejo e que lidera o ranking de vendas de CD em todo o Brasil, fará um mega show no Estádio Douradão, a partir das 21h dia 7 de dezembro, véspera do feriado de Imaculada Conceição. A atração conta com apoio da paróquias de Dourados, sob a coordenação da Diocese de Dourados e da Rádio Coração. A apresentação do padre, que está entre os 10 maiores vendedores de disco do planeta, deve atrair caravanas de mais de 30 municípios.

Uma ampla estrutura está sendo montada sob a organização do empresário Nicácio Canteiro (Armazém Music) para receber esse show que terá parte da renda revertida para as obras da Igreja Católica. “Serão vendidos espaços em cadeiras, numa área vip diante do palco, que será montado no centro do gramado, camarotes e nas arquibancadas, o que possibilitará que todos os fiéis possam acompanhar a atração do padre Alessandro Campos, mais conhecido como o padre sertanejo”, explica Nicácio Canteiro.

Os convites para o show com o padre Alessandro Campos estão sendo vendidos em rodas as secretarias das paróquias de Dourados e região. Outros pontos de venda também funcionam na Banca do Jaime, A Musical, Disk Convites (9829-1870) e Boné.com, no Shopping Avenida Center.

O padre começou a “arrastar multidões” pelo país no ano passado, quando lançou seu segundo CD intitulado “O que é Que Eu Sou Sem Jesus? Nada, Nada, Nada!”. Em 80 dias, 800 mil cópias foram vendidas em todo o Brasil. Mas a ligação com a música começou cedo: ainda na infância, Alessandro já cantava na Igreja com incentivo de uma freira. Gostava de sertanejo raiz, por causa da família.

“Quando jovem, fui pela primeira vez a um show, que era da dupla Zezé Di Camargo e Luciano. Eles estavam estourando com a música “É o Amor”. Eu já estudava para ser padre, mas fiquei admirado de ver tanta gente cantando com eles. Nunca tinha visto aquilo. Naquele instante, me imaginei cantando para Jesus em um palco, com todas aquelas pessoas sorrindo, celebrando Jesus junto comigo”, disse.

Quando foi ordenado padre, há oito anos, Alessandro Campos foi enviado para Brasília, onde iniciou o ministério. “Estava na Arquidiocese Militar, porque minha mãe morou em Resende onde conheceu um padre militar - o padre Marcelo, que me apresentou o conceito da Arquidiocese e me levou a Dom Ávila que me acolheu na época. Lá, fui ser capelão no Colégio Militar de Brasília. Comecei a celebrar e queria poder fazer algo diferente que levasse mais pessoas às missas dentro desse colégio. E ai tudo começou”, conta.

Aos poucos, a homilia, após a leitura do Evangelho, foi ganhando ritmo sertanejo. “Eu comecei a cantar uma música sertaneja, sempre um clássico, que trouxesse uma mensagem de fé, superação, família e que falava de Deus. Todo cantor sertanejo traz em seu CD uma mensagem de fé. Após a canção eu pregava e as pessoas gostavam.”

Em meados de 2010, o “padre sertanejo” começou a ficar conhecido nacionalmente. No ano seguinte, gravou o primeiro CD e, em 2013, passou a apresentar um programa na TV. Desde outubro do ano passado, o presbítero está na comunidade Santa Rita de Cássia, no bairro do Socorro, em Mogi das Cruzes (SP). Ele é o responsável pela reforma e término da construção da Igreja. “É uma honra porque sou devoto de Santa Rita de Cássia desde que soube que, quando nasci, fui enrolado no véu de uma freira, porque minha mãe não tinha roupinhas para mim, e o véu era preto. Neste momento fui entregue aos cuidados de Santa Rita, a santa das causas impossíveis!”.

“A minha primeira paróquia em Brasília também era de Santa Rita e hoje estou em Mogi realizando este sonho de construir a capela. Ela cuida de mim, por isso não é coincidência as paróquias terem o nome dela. É ela mesmo quem me busca para estar com os seus devotos”, informa.

Padre Alessandro Campos tem 33 anos e nasceu em Guaratinguetá (SP). Passou o primeiro ano de vida em Aparecida, no Vale do Paraíba, e em seguida mudou-se para Mogi das Cruzes com a família, que mora na cidade até hoje. “A minha vocação religiosa começou desde cedo em Mogi das Cruzes. Tenho uma forte ligação com a cidade, aqui está minha família, e uma creche que fundei ainda seminarista. Hoje temos três creches, minha mãe, Fátima é quem administra para mim”, diz.

O padre foi criado pela avó Joana, hoje com 85 anos. A vocação religiosa surgiu enquanto Alessandro ainda era criança. “Aos 7 anos, brincava de celebrar missas com suco de groselha e bolacha, vestindo uma camisola da minha avó, que eu falava que era batina. Ela, aliás, foi a única pessoa que me incentivou a ser padre, a seguir minha vocação. Minha família toda era contra”, observa.

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