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Brasilianista Thomas Skidmore morre nos EUA

14 Jun 2016 - 06h00
Skidmore era Doutor em História Moderna Europeia pela Universidade de Harvard e veio para o Brasil em 1961. - Crédito: Foto: DivulgaçãoSkidmore era Doutor em História Moderna Europeia pela Universidade de Harvard e veio para o Brasil em 1961. - Crédito: Foto: Divulgação
Morreu no sábado, aos 83 anos, o brasilianista Thomas Skidmore. O americano escreveu vários livros sobre o país. As causas da morte não foram reveladas, mas o autor sofria de síndrome do pânico e mal de Alzheimer. Essas doenças o levaram a se afastar da vida pública no final de 2009, e se mudar para um asilo em Westerley, Rhode Island.


Skidmore era Doutor em História Moderna Europeia pela Universidade de Harvard e veio para o Brasil em 1961. Chegou pouco depois da renúncia de Jânio Quadros. O objetivo era ficar por três anos, com bolsa de pós-doutorado.


Na época, conheceu políticos, intelectuais e jornalistas. Mas também tinha bom relacionamento cm americanos influentes. Tanto que foi uma das primeiras pessoas a saber do então iminente golpe de Estado, que levaria o Brasil à ditadura militar (1964-1985). Chegou a ser acusado de associação à ditadura, mas sempre se manifestou contra o regime.


O período no Brasil rendeu o livro "De Getúlio a Castello", que foi editado em 1967 em inglês e em português dois anos depois. Foi uma das primeiras publicações sobre a República Brasileira. Skidmore também escreveu "De Castello a Tancredo", sobre a ditadura militar, e "Preto no Branco", sobre a questão racial no Brasil.


Em 1966, tornou-se professor na Universidade de Winscosin, onde ficou por 20 anos e editou o "Luso-Brazilian Review", considerada uma das principais publicações sobre o brasil nos Estados Unidos.Depois, foi para Universidade Brown, onde ficou até se aposentar, em 1999. Em 1966, tornou-se professor na Universidade de Wisconsin, onde lecionou por 20 anos e editou o "Luso-Brazilian Review", uma das principais publicações acadêmicas sobre o Brasil nos Estados Unidos na época.

Ditadura


Depois do período em Wisconsin, foi para a Universidade Brown, em que dirigiu o Centro de Estudos Latino-Americanos antes de se aposentar, em 1999. Sete anos depois, foi premiado pela Associação de Estudos Brasileiros.


Embora fosse acusado por pesquisadores de associação com a ditadura, em pelo menos duas ocasiões manifestou sua posição contra o regime. Em 1970, assinou uma carta aberta contra a prisão do amigo Caio Prado Júnior.


Ele também condenou a repressão do regime a acadêmicos brasileiros e outros opositores. Devido a sua posição, teve seu visto negado para viajar a um seminário na Unicamp meses depois.

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