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Boneco do Mal está em cartaz no cinema

19 Fev 2016 - 07h00
Roteiro de  “Boneco do Mal”  usa relacionamentos abusivos não só como pano de fundo na vida da protagonista. - Crédito: Foto: DivulgaçãoRoteiro de “Boneco do Mal” usa relacionamentos abusivos não só como pano de fundo na vida da protagonista. - Crédito: Foto: Divulgação
O terror psicológico “Boneco do Mal” é a estreia esta semana na Sala 3 do cinema do Shopping Avenida Center. O filme está em cartaz diariamente às 17h e 19h.


Para fugir de seu violento ex-namorado, uma norte-americana aceita um emprego de babá no interior da Inglaterra, em uma casa afastada – e, como é de se esperar, naturalmente escura em seu interior e exterior – que aparece nos primeiros minutos de projeção. A direção é de William Brent Bell, tendo como diferenciais sua estranha premissa, certa criatividade em seu desfecho e Lauren Cohan correndo para escapar de outra coisa além de zumbis.


A atriz, conhecida por sua personagem Maggie Greene da série “The Walking Dead”, dá vida à Greta Evans, protagonista em fuga que encontra refúgio na velha mansão do Sr. e da Sra. Heelshire (Jim Norton e Diana Hardcastle), onde é contratada para cuidar de Brahms, o filho deles. Porém, ao lá chegar, a moça descobre que o menino é na verdade um boneco de porcelana que os pais, já em idade avançada, tratam como um prolongamento do próprio herdeiro, que, na realidade, foi dado como morto em um incêndio há 20 anos.


Apesar da peculiaridade do serviço, ela o aceita para a sua própria proteção. Mas, quando fica sozinha com Brahms – no máximo, recebe visitas do entregador da mercearia, Malcolm (Rupert Evans) –, fatos estranhos começam a acontecer. A relação entre a babá e o boneco se torna, ao mesmo tempo, mais próxima e conflituosa. A necessidade dela de ficar longe de Cole (Ben Robson) e traumas causados justamente pelo parceiro violento sustentam, bem fragilmente, a justificativa da personagem de permanecer ali – quem, além dos pais desesperados, em sã consciência se prestaria a este papel?


Segundo análise do Cine Web, o roteiro do estreante Stacey Menear é bem-sucedido ao usar relacionamentos abusivos não só como pano de fundo na vida da protagonista mas como um contexto que ainda influencia suas ações e, principalmente, como subtexto de todo o filme. Encarnando sua primeira protagonista no cinema, após participar de várias séries de TV, Lauren Cohan cai no overacting, mas, a bem da verdade, não dispõe de material muito extenso para trabalhar em cima de sua personagem, a não ser esse background traumático.


Bell, que tem “Filha do Mal” (2012) entre seus filmes anteriores, não apela tanto para os sustos gratuitos quanto outros exemplares do gênero; quando os usa é com a intenção de frustrar a expectativa do espectador, o que faz de maneira inteligente a princípio, para acabar minando seu efeito pela repetição. É surpreendente a virada para o terceiro ato, que, igualmente, leva o longa a outro subgênero e retoma questões sociais que enriquecem a obra.

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