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“Autópsia” é encenado em Campo Grande

28 Jan 2016 - 07h00
“Autópsia” traz trechos de “Navalha na Carne”, “Querô; Uma Reportagem Maldita” , “Quando as Máquinas Param”, “Dois Perdidos Numa Noite Suja” e “Abajur Lilás” - Crédito: Foto: Sartoryi“Autópsia” traz trechos de “Navalha na Carne”, “Querô; Uma Reportagem Maldita” , “Quando as Máquinas Param”, “Dois Perdidos Numa Noite Suja” e “Abajur Lilás” - Crédito: Foto: Sartoryi
O premiado espetáculo “Autópsia”, criado a partir da adaptação de cinco clássicos do dramaturgo brasileiro Plínio Marcos, vai ser encenado de amanhã até domingo no Teatro Prosa, do Serviço Social do Comércio (Sesc) Horto. A entrada é gratuita e a classificação indicativa é 18 anos.


Dividida em duas partes, a peça encenada pelo Grupo Sutil Ato, de Brasília (DF), reúne trechos dos textos teatrais “Navalha na Carne”, “Querô; Uma Reportagem Maldita” e “Quando as Máquinas Param” no primeiro ato e “Dois Perdidos Numa Noite Suja” e “Abajur Lilás” no outro ato. As apresentações do primeiro ato serão realizadas às 19h e as do segundo ato, começam às 21h.


Com direção de Jonathan Andrade, os intérpretes são entregues e expostos a um jogo honesto dentro do universo crítico e poético de Plínio Marcos, retratando e explicitando cenas com forte teor de violência e nudez, tramadas por um complexo tecido de relações de poder, desejos e opressões. A diversidade de idades e experiências do elenco, a paisagem musical ao vivo, a cenografia feita a partir de lixo e resíduos de Brasília compõem a mítica desse projeto, que busca homenagear Plínio e toda sua emblemática carreira.


“A essência do Autópsia é aliar uma estética genuinamente teatral, artesanal, orgânica, onde os intérpretes se expõem de uma forma muito crível e honesta a partir de ações físicas violentas e emocionalidade à flor da pele. Um jogo com o espectador de muito afeto e muita beleza estética, um espetáculo que preza pelo lírico”, diz o diretor Jonathan Andrade.


A ideia de “Autópsia”, surgiu em 2011 como exercício da disciplina de Montagem I e II na Faculdade de Artes Dulcina de Moraes, sob a orientação do professor e diretor Jonathan Andrade.


“É a possibilidade de discutir questões por vozes que são ignoradas pela sociedade. Acima de qualquer coisa, “Autópsia” fala de humanidade, afeto e princípio de tolerância. É um assunto contemporâneo a qualquer tempo”, enfatiza o diretor.


No ano de 2014, a montagem realizou temporada por quatro cidades do Distrito Federal, tendo sido assistido por cerca de 2.500 pessoas. No mesmo ano foi selecionado para se apresentar no Festival Internacional de Brasília Cena Contemporânea, um dos mais importantes festivais do país. A peça foi contemplada pelo Fundo de Apoio a Cultura no edital de Difusão e Circulação (edital 2014) e teve temporada em Goiânia (GO), e Campo Grande e depois segue para Belo Horizonte (MG).

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