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Após fechamento do Belas Artes, livreiros reclamam de abandono

04 Mai 2011 - 14h20
Moradores de rua aproveitam a falta de atividades no local para dormirem em frente ao prédio - Crédito: Foto: Letícia Macedo/ G1Moradores de rua aproveitam a falta de atividades no local para dormirem em frente ao prédio - Crédito: Foto: Letícia Macedo/ G1
A esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação não é mais a mesma depois do fechamento do tradicional cinema Belas Artes, que por 68 anos atraiu cinéfilos para a região. A fachada do edifício onde o Belas Artes funcionava está repleta de pichações. Lonas brancas e sacos plásticos pretos colocados atrás dos vidros na entrada escondem o acesso às salas. Moradores de rua aproveitam a falta de atividades para dormir no local.

E não são apenas os amantes da sétima arte que lamentam o fim das atividades do cinema. Livreiros que trabalham na passagem subterrânea da Consolação, logo abaixo do antigo cinema, também sentiram uma redução importante no movimento na região – principalmente aos fins de semana.

“Não tem mais atrativo para essa região: não há bares, lojas, livrarias. Era o cinema que impulsionava a venda de livros. Agora, as vendas de fim de semana são quase nulas. Se for calcular o quanto caiu, a gente vai chorar”, disse a livreira Cristina Pereira. “Onde era o cinema virou moradia de mendigo. Quem vai vir para cá fora drogados e moradores de rua?”

A livreira Odete Machado, de 40 anos, que trabalha há quase seis anos na galeria, também notou uma queda no número de frequentadores da galeria. “No fim de semana, fica tudo meio apagado. É bem triste. Somos obrigados a fechar mais cedo. Agora, no sábado, por volta das 21h nós já encerramos o atendimento”, disse.

O processo de tombamento do edifício onde funcionava o Cine Belas Artes começará a ser discutido na próxima reunião do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp), que acontece na terça-feira (10).

Segundo a Secretaria Municipal da Cultura de São Paulo, o tombamento refere-se apenas à estrutura física do edifício. O uso do imóvel fica a critério do proprietário. Segundo o advogado do proprietário do imóvel, Fábio Luchesi Filho, o prédio, ao contrário do que afirmam os livreiros, não está abandonado. “Ele está cuidado. Mas há um impedimento legal quanto às providências em relação à fachada. Por cautela, o proprietário não procederá com qualquer mudança”, disse, referindo-se ao processo de tombamento.

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