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'A indústria da moda é fascista', diz vocalista do Chicks on Speed

16 Mar 2011 - 13h20
A cantora Alex Leslie - Crédito: Foto: DivulgaçãoA cantora Alex Leslie - Crédito: Foto: Divulgação
Durante a semana, a australiana Alex Leslie dá aulas de moda em uma universidade de Barcelona, na Espanha. Nas folgas, viaja pelo mundo com a bagagem cheia de instrumentos e discos, tocando em clubes noturnos com sua banda de electro-rock, a Chicks on Speed.

Nesta quarta-feira (16) e na quinta (17), Alex faz DJ sets em São Paulo ao lado de Melissa Logan, outra integrante do grupo.

Elas se apresentam na inauguração da filial paulistana do clube gaúcho Beco 203.

E Alex consegue conciliar a vida acadêmica com a de estrela indie.

“É questão de agenda. Faço isso há sete anos. Os shows são nos finais de semana, e quando tenho algum evento especial, me programo”, diz em entrevista ao G1.

Desde que criaram a banda, há 14 anos, Alex e Melissa já misturavam música e moda. Em clipes como o de “We don’t play guitars”, um de seus maiores hits, as garotas aparecem vestindo trajes espalhafatosos e coloridos. (Um iPod de primeira geração, logo no começo do vídeo, mostra como o tempo passou...)

Atualmente, os shows mais se parecem com performances artísticas. Alex e Melissa já tocaram em museus como o MoMA e, nessas ocasiões, juntam vídeo, figurinos ousados, coreografia...

Isso faz parte do que Alex considera outro lado da moda; aquele que aparece fora das passarelas.

“Acho que alguém precisa repensar o que é a moda. Abri-la mais para colaboração, criar mais transparência. Que não existam pessoas icônicas. A indústria é muito fascista, com essa ideia de que é preciso haver líderes.”

Ela cita o estilista britânico John Galliano, antigo chefe de criação da Dior. Galliano foi preso em Paris no mês passado por fazer insultos racistas e, depois, demitido da grife. Em um vídeo divulgado pelo jornal “The Sun”, apareceu dizendo amar Hitler.

“Acho isso nojento. É chocante. Não acho saudável que as pessoas se tornem tão obcecadas por algo, seja na moda ou na música. Obcecadas pela auto-imagem, por ser melhor que todos.”A sonoridade, atitude e visual do Chicks on Speed foram inspirações para a banda brasileira CSS, que hoje é admirada por Alex. “Tenho uma história engraçada. Tocamos uma vez em São Paulo, e havia algumas garotas gritando pra gente na primeira fila. Depois ficamos sabendo que eram as meninas do CSS. Elas são incríveis.”

Durante o show no Beco 203, além de discotecar, Alex e Melissa tocam teclados sintetizadores. Espere ouvir sucessos que misturam rock e música eletrônica, além de faixas famosas do Chicks on Speed: “We don’t play guitars”, “Glamour girl” devem aparecer no repertório junto a canções mais recentes, do álbum “Cutting the edge”, de 2009.

Chicks on Speed em São Paulo
Quando: dias 16, quarta-feira às 22h (show fechado para convidados), e 17, quinta-feira às 23h.
Onde: Beco 203, Rua Augusta, 609, Consolação
Quanto: R$ 30 a R$ 50 (G1)

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