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Variedades

Aula de economia, com o presidente Hugo Chávez

23 Jan 2016 - 07h00
José Alberto Vasconcellos


Um dia, liguei a TV, e tive a oportunidade, diga-se de passagem, muito rara e proveitosa de assistir uma AULA DE ECONOMIA, ministrada pelo então presidente venezuelano, o “bolivariano” HUGO CHÁVEZ, falecido pouco tempo depois, tomado por um doença sobre a qual sua autoridade bolivariana, não conseguiu impor-se.


O saudoso e pranteado presidente, ainda em vida indicou como seu herdeiro e a seguir o nomeou e o empossou, como seu sucessor – o motorista de ônibus NICOLAS MADURO – já perfeitamente fanatizado, entrosado e assimilado com a filosofia bolivariana. Para o MADURO, Chávez, seu ídolo, continua saudoso e pranteado; enquanto que para a oposição, que derrotou o “bolivarismo” nas eleições para Congresso Nacional, em 2015, acha que Hugo Chávez foi tarde; até demorou demais para ir! Ingratos! Exclamaria um PETISTA inconsolável.


A oposição venezuelana vencedora nas eleições parlamentares de 2015, acha ainda, depois de ouvido alguns renomados sensitivos oposicionistas, com doutorado em Santo Amaro da Purificação (BA), que o falecido presidente-ditador Hugo Chávez, deveria voltar à Venezuela para buscar e levar consigo o eminente NICOLÁS, que se tem apresentado “enfeitado de autoridade, com colares e outros balangandãs”, que já é MADURO e, seguramente, em pouco tempo já estará PODRE, evitando-se que venha a cair nalguma “calle” de Caracas, e “pestear” o ambiente democrático, que agora renasce na Venezuela.


VENEZUELA, a história: a região foi descoberta por Cristovão Colombo, em 1498. No séc. XVIII, as plantações de cacau e café enriqueceram o país. Na ditadura de Juan Vicente Gómez, descobriu-se petróleo (1920). Dessa data em diante sucederam ditadores e presidentes numa sucessão de golpes e deposições. Em 1999, HUGO CHAVÉZ tomou posse no governo e pôs em prática um programa que denominou “revolução bolivariana”.


Sabe-se, que VENEZUELA, foi o nome que os primeiros colonizadores deram àquele país, encravado na planície da bacia do Orenoco, separando a extremidade setentrional dos Andes dos grandes maciços da Guiana venezuelana, dada a SEMELHANÇA GEOGRÁFICA com VENEZA, na Itália. Venezuela: pequena Veneza! Assimilou?


De qualquer forma, como brasileiros que somos, deslumbrados pela administração PETISTA, empolgados com a amizade e a consideração que a nossa suprema mandatária, a insigne “presidenta” Dilma, tem pelos “bolivarianos”, embora desapontada, porque nas últimas eleições realizadas naquele país, (2015), uma comitiva liderada por Nelson Jobim, ex-membro disso; ex-chefe daquilo, foi rechaçada, e a seguir empurrada de volta para o Brasil, para não “melar o zelo boliviariano” que orientava os trabalhos eleitorais.


A tal comissão capitaneada pelo magnânimo jurista Nelson Jobim, voltou frustrada, por não conseguir seu desiderato; a “presidenta” da República Federativa do Brasil, que tem primado pela omissão, diante de impasses diplomáticos, mais uma vez envergonhou a Nação, deixando de repudiar o procedimento “bolivariano”. O Congresso, sempre “muito ocupado” também ignorou o fato, de que enxotaram o gigante “que só queria ajudar”, onde não fora chamado!


Bem, mas o assunto primordial no presente artigo, conforme noticiado no proêmio (prólogo) da peça, é a AULA DE ECONOMIA ministrada pelo então presidente “bolivariano” HUGO CHÁVEZ.


Na TV, inteiramente a vontade, o então poderoso presidente “bolivariano”, que se proclamou discípulo de SIMÓN José Antonio da Santíssima Trindade BOLIVAR y Palácios, ou simplesmente SIMÓN BOLÍVAR, (1783-1830), como pretendia; falava sobre a economia de água e energia elétrica durante o banho do cidadão venezuelano; “—Um minuto para ensaboar-se; um minuto para tirar o sabão! Em dois minutos, toma-se um bom banho, economizando-se energia elétrica e água tratada, ajudando o fortalecimento da economia venezuelana”. Sobre economizar-se também o sabão, ele nada disse.


Foi uma aula importante! O registro da preocupação que corroia o estadista Chávez, improvisado como professor de economia. De todo procedente e oportuna a preocupação do bolivariano, quando consideramos o preço da energia elétrica praticado no Brasil e a carência de água nos reservatórios.


Muitos dizem que tudo decorre da incompetência administrativa de prefeitos, de governadores e de ministros da República, sem, contudo informarem-se melhor. O que se precisa, antes de tudo, é saber o “por quê” disso ou o “por quê” daquilo. Em qualquer circunstância, sempre haverá um “por quê”. Está claro?


Inolvidáveis são os políticos que deixam um rastro de saber, quando ministram aulas, principalmente quando o tema é ECONOMIA!


Membro da Academia Douradense de Letras. e-mail: [email protected]

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