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Alê Abreu quer fazer guerrilha em Hollwood

30 Jan 2016 - 07h00
Alê Abreu quer fazer guerrilha em Hollwood  -
O diretor da animação brasileira indicada ao Oscar, “O Menino e o Mundo”, Alê Abreu brincou durante entrevista coletiva em São Paulo, que ele e sua distribuidora nos Estados Unidos vão “fazer guerrilha em Hollywood” para conquistar a inédita estatueta para o Brasil. Abreu acredita que seu filme “tem chance.


O mais difícil era passar esses 16 concorrentes e chegar na lista dos cinco. Para eles [da distribuidora] é mais fácil trabalhar agora, o grande desafio é fazer o filme ser visto. Os grandes filmes ganham porque estão na boca da mídia”.


O diretor cita “Divertida Mente”, da Disney-Pixar, como favorito. “Não acho que é ótimo, mas é um filme bom. Mas vamos lá fazer guerrilha em Hollywood.”


Alê Abreu comparou a concorrência de “O Menino e o Mundo” com “Divertida Mente” com a uma “guerra Davi x Golias”.


O orçamento da animação brasileira é de R$ 2 milhões, enquanto “Divertida Mente” custou US$ 175 milhões.
Perguntado pelo portal G1, se este valor é suficiente para um projeto futuro, o diretor afirmou: “Tem que ser com orçamentos maiores, impossível fazer assim, é uma vez na vida, você não dorme, foram três anos de trabalho... Este filme custou muito sangue. É uma vez na vida”.


Ainda sobre a possibilidade de ganhar o Oscar, Abreu complementou: “Acredito muito na mensagem universal do filme, não só o fato de ser um menino em busca do pai. Lida frontalmente com angústia de muitas pessoas, a questão do desemprego, por onde o mundo caminha. É um filme sem diálogo, comunica muito facilmente, chega muito fácil nas pessoas. Isso torna o filme muito forte e universal. E atinge as pessoas de muitas idades, não é para criança”.


Mas, tendo vencido os principais prêmios do cinema de animação, fará mesmo diferença um Oscar eventual? “Acho que faz, porque o Oscar tem uma relevância... E um anti-indústria ganhar o maior premio da indústria ia ser um negócios esquisito, no mínimo. Mas vou trabalhar o máximo que puder.”

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