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Dia do Índio

Aldeia mais populosa do Brasil está cada vez mais urbanizada

18 Abr 2016 - 18h05
A reserva de Dourados é também a única do País que reúne três etnias no mesmo espaço: Guarani, Caiuá e Terena. - Crédito: Foto Cesar CordeiroA reserva de Dourados é também a única do País que reúne três etnias no mesmo espaço: Guarani, Caiuá e Terena. - Crédito: Foto Cesar Cordeiro
A reserva indígena de Dourados é considerada como uma das mais populosas do Brasil. São cerca de 19.000 índios convivendo em um espaço de cerca de 3.500 hectares. A reserva de Dourados é também a única do País que reúne três etnias no mesmo espaço: Guarani, Caiuá e Terena, que habitam as aldeias Jaguapiru e Bororó cortadas pela rodovia MS-156 que liga Dourados aos municípios de Itaporã, Maracaju e Sidrolândia. A aldeia ficava há poucos quilômetros de Dourados, porém, com a expansão da cidade a aldeia está cada vez mais próxima da cidade. Mas a Reserva de Dourados que antes já foi conhecida mundialmente por problemas de desnutrição infantil e suicídios indígenas, hoje está praticamente livre destes dois grandes males. A única aldeia separada da Jaguapiru é a Panambizinho composta em sua maioria por índios caiuás no distrito de Panambi.


De acordo com as lideranças indígenas das aldeias Jaguapiru e Bororó hoje a maior necessidade dos índios é a água tratada. Falta água constantemente e apesar de inúmeras reclamações a Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena) não con-segue resolver o problema. "Nesse calor que está fazendo ultimamente, a gente que mora na parte mais alta não sofre tanto, mas aqueles patrícios que moram mais ao fundo da aldeia vivem sofrendo, tomando água de açude e ficando cada vez mais doente", disse uma liderança indígena.


Hoje quando se comemora o dia do índio várias tribos vão comemorar a data de acordo com a cultura e a tradição. Algumas se reúnem para fazer churrasco, uma tradição sulmatogrossense trazida pelos gaúchos que ajudaram a fundar o município há mais de 80 anos. O costume da iguaria foi aos poucos chegando a reserva. Muitas vezes o churrasco é acompanhado de bebidas feitas pelos próprios indígenas, como a "shisha" ou mesmo com o refrigerante, considerado como "bebida de não índio" que já faz parte das comemorações indígenas, pois com a expansão da reserva não existe mais distancia entre os índios e o comércio dos não índios.


A maior atração no dia do índio para quem visitar a reserva é a dança indígena. Os grupos dançam tanto em suas ocas como também na Vila Olímpica Indígena. A maior preocupação dos indígenas é de manter a tradição.
Na oca do cacique "Jorge" por exemplo o cuidado em manter a tradição e os costumes indígenas é sem-pre muito grande. Muitos turistas visitam a oca do cacique Jorge para comprar artesanatos indígenas confeccionados pela própria família. Além da oca do cacique Jorge existem várias outras ocas no interior da reserva com os mais diferentes rituais e danças. Para as famílias indígenas, o maior desafio tem sido manter a cultura indígena.


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