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A Nobreza no exercício da profissão

19 Abr 2012 - 06h09
Estas metas estão sendo cumpridas?

“O maior desafio enquanto gestora municipal é fazer o melhor contrato possível para que ele seja atendido em todas as demandas das necessidades de atendimento de todas as clínicas, necessidades das cirurgias de urgências, das consultas ambulatoriais e também das cirurgias eletivas, então nós temos que pactuar tudo isso dentro de uma programação financeira que o município também consiga arcar com isso”

Sem médico não existe possibilidade de oferecer uma Saúde Pública de qualidade, a falta de médicos é uma realidade exclusiva de Dourados?

“Eu digo que a região, o interior, sofre mais com a carência de médicos do que o próprio município de Dou-rados. Nós já somos um centro formador de médicos e temos uma região que atrai este profissional e o serviço público emprega muitos médicos, pois, só a Secretaria de Saúde de Dourados tem aproximadamente 170 contratos com o profissional médico.

Digo hoje que o maior desafio da atenção básica é atrair mais profissionais nos próximos concursos públicos e até mediante uma rediscussão, de um plano de cargos, para garantir melhor salário para atrair de fato o profissional médico. O médico que falta em Dourados é porque falta no mercado. Não é por uma omissão da Secretaria em contratá-lo. O Brasil sofre com a concentração destes profissionais em determina-das regiões, então o que nós não temos aqui é porque não tem no mercado para ser contratado, porém, nós temos que trabalhar com o foco de qualificar o atendimento deste profissional.

Quando a gente diz em melhorar o atendimento no Posto de Saúde é oferecer melhor capacitação para o profissional que está lá, dá melhor condição de trabalho para ele resolver mais problemas naquele nível de atenção para que o paciente não dependa de serviços especializados para conseguir o que ele poderia ter no posto de saúde. Então, o desafio hoje é a qualificação do atendimento dentro da rede”. Ocorre que sempre a palavra final é a do médico, ele aparece como uma peça imprescindível do diagnostico”.

Culturalmente as pessoas não imaginam um atendimento de saúde sem a presença de um médico, isso realmente existe?

“Isso existe, é uma realidade porque a gente fala da saúde sempre pensando na doença. Enquanto o foco da saúde for a doença ou a gente deixar para agir no momento em que a doença se instala ele é profissional fundamental, essencial, mas a saúde tem essa prerrogativa curativa de atendimento, esse perfil curativo, temos que trabalhar com os programas básicos de saúde que são desenvolvidas por equipes multiprofissionais, então nós temos que buscar integração com outros setores, garantir melhor qualidade de vida, divulgar informações sobre o autocuidado, monitoramento de doenças crônicas. Tem diversas ações hoje de promoção de saúde e prevenção de doenças que toda uma equipe multiprofissional pode desenvolver para evitar que estas pessoas vulneráveis possam adoecer e aí é aonde entra a necessidade imediata do médico.

Sobre esta saúde preventiva como foi feita a identificação do andamento, precisa melhorar?

“Sim. Principalmente a medicina preventiva que pode ser feita em qualquer unidade independente da complexidade, mas na atenção básica e no posto de saúde é onde ela tem que prevalecer.

Hoje a medicina curativa disputa com a preventiva então nós temos que trabalhar a sociedade no sentido de que ela entenda que o profissional médico inclusive tem que ter o tempo de fazer às atividades de promoção a saúde, então, por exemplo, o médico que está em determinada unidade fazendo o pré-natal isso é uma medicina preventiva, pré-natal não é doença.

As campanhas de imunização, os programas de imunização, os encontros para avaliação dos doentes crônicos hipertensos e diabéticos não são atividades curativas e sim, preventivas, e isso é um papel fundamental das equipes de saúde, então nós temos que mediar a oferta de que nós temos no posto de que o médico não está lá como no pronto-socorro para atender só a demanda curativa ele tem que se programar para fazer outras atividades com aquela comunidade de prevenção de doenças também”

O que a população de Dourados pode esperar da Saúde Pública dentro desta administração que começou há pouco mais de um mês?

“Nós vamos voltar o foco para a atenção básica, dar melhor qualidade nestas unidades, dentro da política de humanização daremos o melhor atendimento, melhor acolhimento deste paciente, nós queremos oferecer con-dições de trabalho para os profissionais destas unidades para que eles atendam mais e melhor.

Nós precisamos aumentar a resolutividade deste posto de saúde para diminuir esta demanda que tem para serviços especializados, onde as nossas filas para consultas a especialistas são muito grandes, reduzir este atendimento, mas não reduzir sendo omisso mas sim dando melhor condição de trabalho para que estes problemas possam ser resolvidos nestes postos de saúde.

O desafio é esse. Trabalhar a unidade de saúde que está mais próxima do cidadão que é onde ele deve criar este vinculo com o serviço público, com o SUS e a partir dele conseguir ter esta garantia de atendimento de uma forma racional, de uma forma em que realmente ele transite de acordo com a sua necessidade real, com o envolvimento da equipe, então o foco principal é a atenção básica”.

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