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Variedades

A língua nacional de cada um, e seus genitores

20 Fev 2016 - 07h00
José Alberto Vasconcellos

Quando verificamos que pessoas ignorantes estão “fuçando”, o tempo todo, na nossa língua portuguesa, deturpando a raiz e revogando a tradição da nossa linguagem escrita. Ficamos assombrados com a petulância dos jejunos em filologia, quando, na realidade deveríamos PROTESTAR.


COMBATER essa ingerência inoportuna e indevida, matuta e irresponsável que se pratica contra a língua pátria, puramente para confundir. Tornar mais difícil, os concursos públicos, as provas escolares e a redação nos jornais, contando, sempre, com o “amém” do congresso, constituído na sua maioria, por elementos de alfabetização duvidosa, mal intencionados e desprovidos de bom senso, cegos à agressão que se pratica contra a língua pátria e surdos aos protestos escassos que se ouve.


Temos que pedir ajuda e proteção a Deus, para que continuemos a nos entender nos escritos que produzimos e/ou nos escritos que não se produziu, no último exame do ENEM, quando 50 mil estudantes não tiraram mais que ZERO na prova de redação.


Senhor, livre-nos dos ignorantes que intervém na nossa língua com bobagens, mutilando nossa grafia, corroendo nossa gramática, revogando sinais diacríticos e mostrando a língua suja que nunca antes disse algo aproveitável. A baba da ignorância e o ranço da megalomania, desprovidos de qualquer princípio acadêmico, não pode – de forma alguma – avançar sobre a nossa linguagem escrita, simplesmente para complicar, o que nunca esteve fácil.


O português nossa língua, no curso da história, consolidou-se na obra de Luis de Camões (1524/5 – 1580), “Os Lusíadas”, que estabeleceu a estrutura primária da língua portuguesa, aperfeiçoada depois no curso do tempo. Hoje robusta e completa, de beleza indiscutível, está sacramentada nos mais conceituados dicionários.


Um acontecimento no Brasil, ajudou a aperfeiçoar ainda mais, o que já tínhamos como boa, a nossa língua escrita: Rui Barbosa (1849 – 1923), o “Águia de Haia” queria ser o pai do nosso Código Civil, que acabou sendo outorgado para o jurista Clóvis Beviláqua (1859 – 1944). Rui Barbosa como relator do Código que se completava com mais mil e oitocentos (1.800) artigos, trabalhou no texto no período de 1900 até sua promulgação, quando dada por terminada sua redação, em 1916. Durante dezesseis anos, Rui Barbosa escreveu e reescreveu o texto do Código, de forma que o Diploma legal destinado aos direitos civis, tornou-me um monumento à língua portuguesa e serviu de modelo para outros paises. Temos de reconhecer: para a língua portuguesa escrita que temos, dois mestres fizeram suas partes: Luis de Camões e Rui Barbosa.


A língua espanhola teve Miguel de Cervantes (1547-1616) com sua obra literária “Dom Quixote de La Mancha, que até hoje rola sadia pelas bibliotecas do mundo inteiro. O italiano consolidou-se com a “Divina Comédia” de Dante Alighieri (1265-1321); “...concepção filosófica medieval; outros valores que se destacaram nesse histórico trabalho literário, são o caráter documentário e humano, e a intuição lingüística que permitiu fazer do idioma italiano um dos mais belos da Europa.”


O alemão beneficiou-se do trabalho de Martin Luther (1483 – 1546) com a tradução que fez da Bíblia (1521/1534), do Latim para o alemão. Enquanto que o inglês, presumimos, foi consolidado pela obra de William Shakespeare (1564 – 1616), dramaturgo de elevado conceito, autor de 37 peças teatrais; o mais lido e encenado em todos os tempos.


Esta despretensiosa pesquisa não tem caráter definitivo. O conteúdo ensaia tão só tentar esclarecer, episódios filológicos registrados pela história. Aceitamos, de bom grado como cooperação, quaisquer participação de quem se apresente, como melhor conhecedor de alguns detalhes relacionados com as línguas declinadas, disposto a colaborar para o aperfeiçoamento deste modesto estudo.


Imagine se um indivíduo presta um concurso público e escreve como sempre escreveu: “pára-ráio”. Estará prejudicado, porque agora escreve-se “pararraio”. A grafia ficou mutilada e alheia ao sentido; perdeu a leveza e a clareza, tornando-se um Frankstein, remendado, confuso e irreconhecível, que assombra!


Mãos sujas de petróleo, de pessoas que nunca souberam de nada, não podem conspurcar o que temos de mais bonito: a nossa língua portuguesa escrita! Vade retro!

Membro da Academia Douradense de Letras. e-mail: [email protected]

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