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Saúde mental

Suicídio: Idosos são grupo de maior risco, alerta à OMS

Nos idosos com mais de 70 anos, foram registradas média de 8,9 mortes por 100 mil nos últimos seis anos

26 Set 2021 - 10h00Por Cristina Nunes
A depressão costuma dar sinais com queixas somáticas como baixa autoestima e sentimentos de inutilidade - Crédito: Banco de imagensA depressão costuma dar sinais com queixas somáticas como baixa autoestima e sentimentos de inutilidade - Crédito: Banco de imagens

Em alusão ao setembro amarelo, mês de conscientização sobre a importância da prevenção do suicídio, o Ministério da Saúde divulgou um Boletim Epidemiológico de Tentativas e Óbitos por Suicídio no Brasil. Um dos alertas é a alta taxa de suicídio entre idosos com mais de 70 anos. Nessa faixa etária, foram registradas média de 8,9 mortes por 100 mil nos últimos seis anos. 

A média nacional é 5,5 por 100 mil. Também chamam atenção o alto índice entre jovens, principalmente homens, e indígenas. Em quase todas as regiões do mundo, as taxas de suicídio são mais elevadas entre as pessoas com 70 anos ou mais.  Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os idosos são o grupo populacional de maior risco para o suicídio. 

Psicólogo alerta para depressão
O psicólogo Renan Pretti, que atende em Dourados, destacou em entrevista ao Jornal O PROGRESSO que o apoio da família é fundamental para que os idosos não entrem em depressão. Ele alerta para os sinais. “Além de sintomas comuns que são desencadeados nos idosos, a depressão costuma dar sinais com queixas somáticas como baixa autoestima, sentimentos de inutilidade, alteração de humor, hipocondria, alteração do sono, alteração de apetite, ideação paranóide e até mesmo pensamentos suicidas. explicou.

Renan também falou das restrições e impactos que a pandemia trouxe para a saúde mental dos idosos. “O quadro em que estamos vivenciando no momento, uma pandemia, já se é esperado um prejuízo na saúde mental das pessoas e se tratando dos nossos idosos eles tendem a sofrer mais, pois estão classificados no grupo de risco gerando uma preocupação maior e entrando em um estado de vulnerabilidade a depressão. Geralmente a mente de um idoso em meio a esta situação fica com muitos pensamentos acelerados causando um sofrimento por antecipação”, frisou o psicólogo.

Renan citou atividades que podem ser desenvolvidas em casa pelos idosos que no momento ainda estão evitando eventos sociais devido a pandemia. “ Tudo que é simples dá  resultados também. Então a atividade física dentro de casa, atividades manuais como pintura em tela, artesanato de modo geral, a leitura de livros, a própria prática de aprimorar os dotes de culinários, cuidar de hortas, o mexer com a terra é algo terapêutico e são coisas que podem ser feito dentro de casa, que ocupam a mente e ajuda o corpo a não ficar parado. O momento é de ser criativo e encontrar novos hábitos que possam se tornar terapêuticos e trazer um bem estar”.

“A depressão é um transtorno afetivo que tem tratamento e cura, porém devem ser acometidos a acompanhamento Psicológico associado muitas vezes com Psiquiátrico, os familiares devem se atentar a estes fatores para que haja uma melhora da saúde mental dos seus idosos”, finalizou Renan.

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