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Subvariante BA.5 causa sintomas mais graves e é mais contagiosa, diz estudo

Linhagem pode estar causando um número maior de internações do que as subvariantes que a antecederam, segundo especialistas

12 Jul 2022 - 18h00Por CNN
Subvariante BA.5 causa sintomas mais graves e é mais contagiosa, diz estudo
 - Crédito: Morsa Images/Getty Images Crédito: Morsa Images/Getty Images

A subvariante BA.5 da Ômicron está gerando uma nova onda de infecções, não apenas nos Estados Unidos, mas em outros países do mundo.

De acordo com um estudo, a subvariante não é apenas mais contagiosa, mas os sintomas da Covid-19 costumam ser mais graves.

O médico Elmer Huerta resume as principais características desta nova subvariante. Você pode ouvir o episódio em espanhol no Spotify ou na sua plataforma de podcast favorita, ou ler a transcrição abaixo.

Subvariante BA.5 causa sintomas mais graves e é mais contagiosa, diz estudo
Linhagem pode estar causando um número maior de internações do que as subvariantes que a antecederam, segundo especialistas

A subvariante BA.5 da Ômicron está gerando uma nova onda de infecções, não apenas nos Estados Unidos, mas em outros países do mundo.

De acordo com um estudo, a subvariante não é apenas mais contagiosa, mas os sintomas da Covid-19 costumam ser mais graves.

O médico Elmer Huerta resume as principais características desta nova subvariante. Você pode ouvir o episódio em espanhol no Spotify ou na sua plataforma de podcast favorita, ou ler a transcrição abaixo.

Ômicron e suas subvariantes: o calcanhar de Aquiles da pandemia

Desde sua aparição no final de novembro de 2021, a família de subvariantes da Ômicron se espalhou pelo planeta.

A família Ômicron caracteriza-se por uma alta transmissibilidade e pela sua capacidade de driblar os anticorpos produzidos pela infecção natural e pelas várias vacinas contra a Covid-19.

A questão é que — como no efeito dominó — em que as peças caem uma após a outra como uma cachoeira, cada uma das novas subvariantes de Ômicron vem substituindo a anterior.

Assim, desde que a primeira variante Ômicron BA.1 apareceu em novembro de 2021, ela rapidamente se tornou a variante dominante em grande parte do mundo.

Sua posição de dominância foi superada — também rapidamente — pela subvariante BA.2 e sua subvariante BA.2.12.1. Estas últimas foram imediatamente superadas pelas subvariantes BA.4 e BA.5, sendo esta última a que vem se disseminando muito rapidamente em vários países do mundo nas últimas semanas.

Taxas de infecção da subvariante BA.5

Em relação a isso, na semana que terminou em 2 de julho, a subvariante BA.5 causou quase 54% dos casos de Covid-19 nos Estados Unidos e, junto à BA.4, causaram quase 70% dos casos por lá.

Esta nova fase da pandemia é caracterizada por um grande número de infectados mas, felizmente, tem um número relativamente baixo de mortes.

No entanto, e isso é motivo de preocupação para as autoridades de saúde pública, a subvariante BA.5 pode estar causando um número maior de internações do que as subvariantes que a antecederam.

Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, a situação não seria consequência de uma maior gravidade das infecções causadas pela subvariante BA.5, mas seria simplesmente um cenário favorecido pelo número muito elevado de infecções, o que aumentaria proporcionalmente o número de internações.

Mas o ponto principal da circulação da BA.5 é que essa subvariante está infectando milhões de pessoas que já tinham imunidade natural ou adquirida contra o coronavírus, o que significa que as pessoas podem adoecer uma segunda, terceira e até quarta vez de Covid-19.

Riscos da variante

Nesse sentido, uma publicação recente em formato preprint, ainda sem revisão por pares, alerta que a cada episódio de reinfecção, o risco de apresentar sintomas mais graves é maior. Os achados vão contra a crença popular de que uma pessoa que se infecta mais vezes estaria desenvolvendo maior imunidade e, portanto, a doença seria cada vez mais leve.

O estudo, realizado nos Estados Unidos, comparou os registros médicos eletrônicos de mais de 250 mil pessoas que testaram positivo para Covid-19 uma vez, com os de quase 39 mil pessoas que tiveram duas ou mais infecções documentadas em seus registros médicos.

Todos esses casos de infecção e reinfecção foram comparados a um grupo controle, formado por mais de 5,3 milhões de pessoas que não tiveram Covid-19.

Das quase 39 mil pessoas que tiveram uma reinfecção, 36 mil tiveram pela segunda vez, aproximadamente 2.200 pela terceira vez e 246 pela quarta vez.

Os resultados indicaram que – em comparação com pessoas que não tiveram a doença – as pessoas que tiveram reinfecções apresentaram mais de duas vezes o risco de morrer e três vezes o risco de serem hospitalizadas dentro de seis meses após a última infecção.

Sintomas pós-contágio com BA.5

Também foi visto que as pessoas que foram reinfectadas tinham um risco maior de:

  • problemas pulmonares e cardíacos
  • fadiga
  • distúrbios digestivos e renais
  • diabetes
  • problemas neurológicos após cada reinfecção, sintomas que podem durar pelo menos seis meses

Preocupante, a probabilidade de desenvolver sintomas após a reinfecção se mostrou presente independente do estado de vacinação.

E a subvariante Centaurus?

Uma nova subvariante da Ômicron, encontrada na Índia e em outros 12 países, chamada BA.2.75 e batizada pela imprensa como Centaurus, está se espalhando rapidamente, por isso a Organização Mundial da Saúde (OMS) a classificou como uma variante sob monitoramento, pois tem oito novas mutações na proteína Spike.

Para onde está caminhando a pandemia? Outras novas variantes aparecerão? Quando novas subvariantes da Ômicron deixarão de ser produzidas? Novas subvariantes aparecerão de tempos em tempos e teremos que nos acostumar com elas até que se tornem mais inofensivas ou uma dessas subvariantes mudará radicalmente e causará doenças mais graves em pessoas com imunidade intacta?

Ninguém sabe a resposta para essas perguntas, mas o que temos evidências até o momento é que a pandemia se tornou uma séria ameaça aos fracos e vulneráveis da sociedade.

Os muito idosos, os enfraquecidos pelo câncer, aqueles que têm cardiopatias crônicas e os imunossuprimidos são atualmente as principais vítimas da pandemia.

Se a tendência continuar assim, quais serão as políticas de saúde que os governos desenvolverão para proteger os mais vulneráveis da sociedade e, ao mesmo tempo, qual será nossa atitude para proteger nossos amigos e familiares mais vulneráveis?

Veremos o que acontece no futuro próximo, mas novamente devemos concluir que a grande pandemia de 2019 não acabou.

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