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Saiba um pouco mais sobre as doenças sexualmente transmissíveis e como evitá-las

28 Mai 2024 - 17h30Por Redação
Saiba um pouco mais sobre as doenças sexualmente transmissíveis e como evitá-las  -

Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) são infecções que se propagam principalmente através do contato sexual. Entre as mais comuns estão HIV, sífilis, gonorreia, clamídia, herpes genital, HPV, e hepatites B e C. Essas doenças podem causar uma série de problemas de saúde, desde infecções assintomáticas até doenças graves e fatais. 

As DSTs podem afetar a qualidade de vida das pessoas, causando desconforto físico, problemas emocionais e, em casos graves, infertilidade e câncer. Portanto, é crucial estar bem informado sobre essas doenças, suas formas de transmissão, sintomas e, principalmente, métodos de prevenção.

Os preservativos são um dos métodos mais eficazes para prevenir a transmissão das DSTs. Seu uso adequado e consistente pode reduzir significativamente o risco de infecção. Eles são acessíveis, fáceis de usar e não têm efeitos colaterais significativos, tornando-os uma opção viável para a maioria das pessoas. 

Causadores da doença

As doenças sexualmente transmissíveis são causadas por diversos tipos de agentes patogênicos, incluindo vírus, bactérias e parasitas. O HIV, por exemplo, é um vírus que ataca o sistema imunológico e, se não tratado, pode levar à AIDS, uma condição grave que compromete a capacidade do corpo de combater infecções e doenças. 

A sífilis, causada pela bactéria Treponema pallidum, pode provocar lesões na pele, ossos e órgãos internos se não for tratada adequadamente. A gonorreia e a clamídia são infecções bacterianas que podem causar inflamação e dor nos órgãos genitais, além de infertilidade se não tratadas. 

O herpes genital, causado pelo vírus herpes simplex, resulta em lesões dolorosas na área genital. O HPV, ou papilomavírus humano, está associado ao desenvolvimento de verrugas genitais e, em casos mais graves, ao câncer cervical, anal e de garganta. As hepatites B e C são infecções virais que afetam o fígado e podem levar à cirrose e ao câncer hepático.

Formas de prevenção

Para evitar essas infecções, a prevenção é fundamental. A prática de sexo seguro é a principal estratégia para reduzir o risco de contrair DSTs. O uso de preservativos, tanto masculinos quanto femininos, é altamente recomendado. 

Os preservativos atuam como uma barreira física que impede o contato direto entre os fluidos corporais, que são os principais veículos de transmissão das DSTs. Para serem eficazes, os preservativos devem ser usados corretamente em todas as relações sexuais, incluindo sexo vaginal, anal e oral.

Além do uso de preservativos, outras medidas preventivas incluem a vacinação, o teste regular para DSTs e a comunicação aberta com os parceiros sexuais. A vacinação é particularmente importante para prevenir o HPV e a hepatite B. A vacina contra o HPV é recomendada para adolescentes e jovens adultos, pois pode prevenir a maioria dos casos de cânceres relacionados ao vírus. 

A vacina contra a hepatite B é parte do calendário de imunização infantil, mas adultos não vacinados também devem considerar recebê-la. Realizar testes regulares para DSTs é crucial, especialmente para pessoas sexualmente ativas com múltiplos parceiros ou que estão em novas relações. Os testes permitem a detecção precoce e o tratamento adequado das infecções, prevenindo complicações graves e a disseminação da doença.

Importância da comunicação 

A comunicação aberta e honesta com os parceiros sexuais também desempenha um papel vital na prevenção das DSTs. Discutir o histórico sexual, os resultados dos testes de DSTs e o uso de preservativos pode ajudar a construir confiança e assegurar que ambos os parceiros estão tomando medidas para proteger sua saúde sexual. 

É importante lembrar que muitas DSTs podem ser assintomáticas, o que significa que uma pessoa pode estar infectada sem apresentar sintomas. Portanto, confiar apenas na ausência de sintomas não é uma estratégia eficaz para evitar a transmissão de DSTs.

Educação sexual como aliada

A educação sexual também é uma ferramenta poderosa na prevenção das DSTs. Programas educacionais que abordam a importância do sexo seguro, o uso correto de preservativos e o reconhecimento dos sintomas das DSTs podem capacitar os indivíduos a tomar decisões informadas sobre sua saúde sexual. A educação sexual deve ser abrangente, incluindo informações sobre todas as formas de atividade sexual e os riscos associados. Também deve promover atitudes de respeito e responsabilidade em relação à sexualidade.

Para além da camisinha 

Apesar da eficácia dos preservativos, é importante reconhecer que eles não oferecem proteção completa contra todas as DSTs. Por exemplo, o herpes genital e o HPV podem ser transmitidos através do contato pele a pele em áreas não cobertas pelo preservativo. 

Portanto, a combinação de várias estratégias preventivas, incluindo o uso de preservativos, vacinação, testes regulares e comunicação aberta, é a abordagem mais eficaz para a proteção contra as DSTs.

As doenças sexualmente transmissíveis representam um sério risco à saúde pública e individual. A prevenção é a chave para combater essas infecções, e os preservativos desempenham um papel central nessa estratégia. Além de usar preservativos, é crucial vacinar-se, realizar testes regulares para DSTs e manter uma comunicação aberta com os parceiros sexuais. 

A educação sexual abrangente também é essencial para capacitar os indivíduos a tomar decisões informadas sobre sua saúde sexual. Ao adotar essas medidas preventivas, podemos reduzir significativamente a incidência de DSTs e proteger nossa saúde e bem-estar.

Lembre-se de que a responsabilidade pela saúde sexual é de todos. Cada indivíduo tem o poder de tomar medidas preventivas para proteger a si mesmo e aos outros. Usar preservativos de forma consistente e correta é uma das maneiras mais simples e eficazes de prevenir a transmissão de DSTs. 

Ainda, vacinar-se, realizar testes regulares e comunicar-se abertamente com os parceiros são práticas essenciais para manter uma vida sexual saudável e segura. Ao promover a conscientização e a educação sobre as DSTs, podemos construir uma sociedade mais saudável e informada, capaz de enfrentar e reduzir o impacto dessas doenças.

 

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