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SAÚDE

OMS diz que são necessários US$ 121,9 milhões para combater zika

17 Jun 2016 - 14h49
Mosquito aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, febre amarela, chikungunya e zika - Crédito: Foto: Daniel Becerril/ReutersMosquito aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, febre amarela, chikungunya e zika - Crédito: Foto: Daniel Becerril/Reuters
A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou, nesta sexta-feira (17), uma atualização do plano estratégico de resposta à zika a ser posto em prática de julho de 2016 até dezembro de 2017. O plano requer um investimento de US$121,9 milhões de doadores.

Para implementar a resposta à zika de janeiro a junho de 2016, a OMS tinha pedido US$25 milhões, mas recebeu apenas pouco mais de US$ 4 milhões. "O financiamento necessário não tem sido atendido em grande parte, tanto pela OMS quanto por seus parceiros", afirma o documento.

O novo plano foi elaborado à luz das evidências científicas de que o vírus da zika tem relação com o nascimento de bebês com microcefalia e com o desenvolvimento da síndrome de Guillain-Barré.

Segundo o documento, a resposta à zika deve mudar de um cenário de emergência a uma abordagem de longo prazo, focando nas áreas de cuidados em relação às mães e seus bebês e saúde reprodutiva e sexual.

O plano enfatiza algumas características do vírus que devem ser levadas em conta globalmente: o potencial de expansão do vírus devido à presença do mosquito Aedes aegypti em várias regiões, a falta de imunidade da população onde o vírus chegou pela primeira vez, a inexistência de vacinas e a desigualdade no acesso a saneamento básico, informações e acesso a serviços de saúde nas áreas afetadas.

"A propagação do vírus da zika terá consequências para a saúde em longo prazo para famílias, comunidades e países cujos sistemas de saúde serão desafiados a cuidar de crianças nascidas com essas complicações pelos próximos anos", afirmou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, no documento.

Nesta terça-feira, a OMS declarou que o risco de propagação do vírus da zika devido à Olimpíada no Rio é "muito baixo", em painel em Genebra, na Suíça.

Segundo a organização, a transmissão local do vírus da zika e da dengue será mínima durante o inverno no Brasil. "Os riscos não são diferentes para pessoas que irão para a Olimpíada do que para qualquer outra área onde há surtos de zika", disse David Heymann, presidente do comitê de especialistas da OMS.

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