Dourados – MS segunda, 27 de setembro de 2021
Dourados
37º max
20º min
Institucional - Setembro
CIÊNCIA & SAÚDE

Nº de mortes provocadas pela Aids cai 26% nos últimos 5 anos

31 Mai 2016 - 07h29
Queda se deve ao uso de tratamento antirretroviral, segundo Unaids. - Crédito: Foto: DivulgaçãoQueda se deve ao uso de tratamento antirretroviral, segundo Unaids. - Crédito: Foto: Divulgação
O número de mortes provocadas pela Aids caiu 26% nos últimos cinco anos, graças ao fato de 17 milhões de pessoas em todo mundo estarem recebendo tratamento antirretroviral, indicou um relatório apresentado nesta terça-feira (31) pelo Programa das Nações Unidas para a Luta contra a Aids (Unaids).

A cobertura do tratamento contra o HIV cresceu em nível global, especialmente na região mais afetada - o sul e leste da África - onde o acesso aos antirretrovirais passou de 24% em 2010 para 54% em 2015, o que possibilitou auxiliar mais de 10 milhões de pessoas.

"Pedimos a todos os países que aproveitem essa oportunidade sem precedentes para iniciar os programas de prevenção e tratamento contra a Aids com o objetivo de pôr fim à epidemia em 2030", afirmou o diretor-executivo da Unaids, Michel Sidibé, durante a apresentação do relatório em Nairóbi, capital do Quênia ao site da Globo (Bem Estar).

A redução da mortalidade foi maior entre as mulheres (33%) em comparação aos homens (15%). Segundo o documento, isso ocorreu porque os homens iniciam o tratamento de forma mais tardia.

Por outro lado, a quantidade de contágios praticamente não variou nos últimos anos. Em 2015, de acordo com a Unaids, foram registradas 2,1 milhões de transmissões da doença.

Na África Subsaariana, 25% dos novos contágios ocorreram entre as jovens. O índice sobe para 56% entre as mulheres de forma geral. "Isso ocorre devido às desigualdades de gênero, o acesso insuficiente à educação e serviços de saúde sexual e reprodutiva, além da pobreza, da insegurança alimentar e da violência", indicou o relatório do órgão das Nações Unidas.

A Unaids reiterou que a luta contra a Aids tem que dar maior ênfase aos trabalhadores sexuais, consumidores de drogas injetáveis, presos, transexuais e homossexuais, já que esses são os grupos que estão expostos a um maior risco de contágio.

"Acabar com a discriminação que ajuda (na propagação) da Aids é um dos desafios mais difíceis que nós enfrentamos, mas também um dos mais importantes", lembrou Sidibé.

Na próxima quarta-feira, a Assembleia-Geral da ONU se reunirá em Nova York para abordar as novas estratégias para tentar acabar com a epidemia da doença até 2030, um dos objetivos da nova agenda para o desenvolvimento.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Terapias integrativas são aliadas à saúde física e emocional
Saúde

Terapias integrativas são aliadas à saúde física e emocional

26/09/2021 11:00
Terapias integrativas são aliadas à saúde física e emocional
Suicídio: Idosos são grupo de maior risco, alerta à OMS
Saúde mental

Suicídio: Idosos são grupo de maior risco, alerta à OMS

26/09/2021 10:00
Suicídio: Idosos são grupo de maior risco, alerta à OMS
Em ‘Setembro Amarelo’, faltam remédios para saúde mental em Dourados
Saúde

Em ‘Setembro Amarelo’, faltam remédios para saúde mental em Dourados

26/09/2021 09:00
Em ‘Setembro Amarelo’, faltam remédios para saúde mental em Dourados
Multivacinação de crianças e adolescentes inicia semana que vem
Saúde

Multivacinação de crianças e adolescentes inicia semana que vem

25/09/2021 15:00
Multivacinação de crianças e adolescentes inicia semana que vem
Saúde

Ministro anuncia dose de reforço para profissionais de saúde

25/09/2021 14:00
Últimas Notícias