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Médicos da UPA pedem demissão após atraso de salários

10 Mai 2021 - 07h00
Médicos da UPA pedem demissão após atraso de salários - Crédito: Divulgação Crédito: Divulgação

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Dourados está com dificuldades para manter os plantões nos finais de semana por falta de médicos. Documento que O PROGRESSO teve acesso, revela que diversos médicos entregaram carta de demissão e isso se deve aos salários atrasados, falta de insumos básicos como luvas, gases, e materiais de higiene como papel higiênico, sabão para lavar as mãos e estrutura precária.

No último dia 2, a situação chegou ao extremo. Foi preciso fechar as portas e realocar todos os pacientes para o Hospital da Vida, gerando ainda mais superlotação da unidade que, é ‘porta de entrada’ para 33 municípios que compõem a ‘Grande Dourados’, além das cidades paraguaias, como Pedro Juan Caballero.

Atualmente, tanto a UPA, quanto o HV são geridos pela Fundação de Serviços de Saúde de Dourados (Funsaud), criada em 2014. O documento menciona que a pandemia do Novo Coronavírus aumentou a demanda dos profissionais de saúde, sobretudo para os médicos que atuam na linha de frente. Outro efeito da crise de saúde, é que muitos acabaram migrando para serviços com melhor remuneração, o que também contribuiu para a escassez de médicos.

“É fato sabido por todos que, a Funsaud tem problemas antigos e recorrentes da falta de pagamento dos profissionais médicos, com vários médicos que atualmente fazem parte da escala e que ainda não receberam seus pagamentos referentes a fevereiro de 2021. Além disso, a UPA conta com problemas como falta de medicamentos básicos e essenciais, falta de macas para pacientes, que tomam medicações intravenosas sentados em cadeiras, falta de segurança para os profissionais, sendo frequente a necessidade de acionar a Guarda Municipal ou a Polícia Militar, repouso dos funcionários insalubre, colchões mofados, ar-condicionado vazando água para dentro do quarto, banheiro em péssimas condições de higiene, falta de manutenção e reparo de equipamentos, por exemplo, o aparelho de ultrassonografia que está quebrado há mais de um mês”, cita trecho do documento.

Em comunicado enviado à Prefeitura de Dourados, o diretor da unidade, Pedro Amaral, observou que há recusas por partes dos médicos para trabalhar no local, e por vezes, o responsável pela UPA acaba por fazer plantões sozinho. “Entrei em contato com mais de 150 médicos de Dourados, Itaporã, Fátima do Sul, Ponta Porã, Rio Brilhante e Campo Grande, não houve interesse por parte dos profissionais em realizar plantões na UPA”, menciona também Pedro em outro trecho do documento.

O diretor detalha como soluções para amenizar o problema, que seja efetuado “o pagamento imediato dos débitos em atraso com os médicos, contratação emergencial de médicos de maneira simplificada, reajuste do valor pago por hora de plantão, que está defasado em relação aos hospitais de Dourados e de cidades vizinhas, presença de segurança efetiva para os profissionais, manutenção dos equipamentos com defeito, e o suprimento de medicações básicas e essenciais, bem como de higiene e limpeza”. 

A Funsaud possui uma dívida milionária, considerada impagável e atualmente, o custo médio da fundação chega a R$ 7,5 milhões, mas recebe apenas R$ 4,5 milhões, de recursos provenientes dos municípios que encaminham pacientes para serem atendidos tanto na UPA, quanto no Hospital da Vida.

Frente Parlamentar 

Depois da UPA interromper os atendimentos por uma noite, fato inédito desde a criação da Funsaud, a Câmara Municipal de Dourados criou uma frente parlamentar para apurar os problemas e apresentar soluções. É mais uma forma de tentar amenizar o caos da saúde douradense. A frente foi criada pelo presidente do legislativo, Laudir Munaretto (MDB), e será presidida pelo vereador Marcelo Mourão (Podemos), e Liandra da Saúde (PTB) como secretária.

 

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