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Levantamento afirma que o estoque de medicamentos usados em UTIs está zerado em muitos estados

Os dados são do Conselho Nacional de Secretários de Saúde que contabiliza a falta de medicamentos em 21 estados e no DF

01 Jul 2020 - 14h40Por Da Redação
Tratamento de paciente em estado crítico na UTI - Crédito: banco de imagemTratamento de paciente em estado crítico na UTI - Crédito: banco de imagem

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde fez um levantamento em hospitais que são referência para tratamento da Covid-19 e constatou que faltam medicamentos para pacientes internados em UTIs de 21 estados e no Distrito Federal. Ao todo, 22 medicamentos estão em falta: sedativos, anestésicos e bloqueadores neuromusculares usados nos pacientes que precisam ser intubados.

Em Mato Grosso é onde a situação está mais crítica: da lista dos 22 medicamentos, 13 estão em falta no estado; 12 estão em falta no Ceará e no Maranhão; 11 no Amapá e no Tocantins; dez no Rio Grande do Norte e em São Paulo.

Em Barbacena, Minas Gerais, a prefeitura informou que faltam remédios, principalmente os sedativos e bloqueadores neuromusculares, em todos os hospitais. E a mesma coisa está acontecendo no Paraná.

A presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), Suzana Lobo, explica que, sem os remédios, os pacientes não podem ser intubados. 

O consumo desses medicamentos tem aumentado muito, disse o Conselho Nacional de Secretários de Saúde, que alerta para o risco de colapso: há casos em que o consumo, em um único mês, está sendo igual ao que foi consumido no ano de 2019 inteiro. 

O levantamento também aponta que os medicamentos que ainda estão nos estoques correm o risco de acabar: em Mato Grosso, por exemplo, tem remédio que deve durar apenas mais cinco dias. 

Os governadores argumentam que a demanda aumentou no Brasil e no mundo todo com a pandemia e por isso estão com dificuldade de compra.

O Ministério da Saúde diz que a responsabilidade da compra dos medicamentos é dos municípios ou dos próprios hospitais, mas que tem ajudado os governos locais e afirma que já adotou providências para regularizar o abastecimento dos hospitais, que os primeiros lotes com medicamentos vão chegar nos próximos dias. 

 

Fonte: G1

 

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