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Saúde

HU de Londrina fecha UTI devido a casos de superbactéria

12 Jan 2011 - 23h18
HU de Londrina
Foto: div. - HU de Londrina Foto: div. -
O Hospital Universitário de Londrina, na região norte do Paraná, anunciou nesta quarta-feira o fechamento de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da instituição. O motivo é a contaminação de seis pacientes pela superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) no local.

A UTI que foi fechada tem dez leitos. O hospital trata 35 pacientes contaminados pela superbactéria e encaminhava todos os casos para a UTI 2, com capacidade para sete leitos, mas esta ficou lotada, forçando o fechamento da outra unidade.

Em julho do ano passado o pronto socorro do hospital teve o atendimento restrito por causa da presença da KPC. Desta vez, não há qualquer restrição em outros setores do Hospital Universitário de Londrina, com exceção das UTIs.

A direção do hospital já informou à Central de Leitos, responsável pelo direcionamento das vagas, que as UTIs não podem receber novos pacientes.

Londrina é a cidade paranaense com maior número de casos de superbactéria. Foram 340 pacientes contaminados somente no município e 357 no Paraná inteiro.

#####A KPC
O Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) é um mecanismo de resistência de bactérias a um grupo de antibióticos. Ele ganhou esse nome por ter sido identificado pela primeira vez em uma bactéria Klebsiella pneumoniae, em 1996, na Carolina do Norte (Estados Unidos).

Apesar de sua presença ser mais comum na espécie que lhe rendeu a nomenclatura, o KPC pode ser identificado em outras bactérias. Por ter seu campo de atuação restrito a hospitais, os micro-organismos com KPC não oferecem riscos à comunidade, desde que a pessoa não esteja hospitalizada.

Ela atinge principalmente pessoas hospitalizadas com baixa imunidade, como pacientes de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A KPC pode afetar qualquer órgão, no entanto, os casos mais frequentes são de pneumonia e infecção urinária, segundo a infectologista Ana Cristina Gales.

De acordo com o infectologista Rodrigo Pires dos Santos, o KPC não possui sintomas específicos. \"A pista para indicar que possa ser KPC é nos casos de infecção em que o paciente está no hospital, usa vários antibióticos e não tem resposta\", disse.

A lavagem das mãos é uma das formas de impedir a disseminação da bactéria nos hospitais. \"Lavar as mãos antes de examinar os pacientes, evitar mexer nos pertences do interno e isolar os infectados pode ajudar a conter a proliferação\", disse Ana Cristina Gales. (Terra Noticias)


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