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Saúde

Espermatozoides são criados em laboratório pela 1ª vez no Japão

24 Mar 2011 - 19h45
O espermatozoide é uma célula de demorada
produção, difícil de ser criada em laboratório, dizem
os cientistas japoneses - Crédito: Ilustração: Arte / G1O espermatozoide é uma célula de demorada produção, difícil de ser criada em laboratório, dizem os cientistas japoneses - Crédito: Ilustração: Arte / G1
Um grupo de pesquisadores da Universidade de Yokohama, no Japão, conseguiu produzir espermatozoides saudáveis de camundongos em laboratório. Segundo a equipe do departamento de urologia, liderada pelo professor Takehiko Ogawa, o método pode ser melhorado no futuro para uso em humanos, sendo útil para diagnosticar e tratar problemas de fertilidade masculina.

O feito é explicado na edição desta quinta-feira (24) da revista \"Nature\". A técnica consiste em retirar pequenos pedaços dos testículos de camundongos com idade entre 3 a 5 dias, por meio de uma cirurgia conhecida como biópsia. Os tecidos foram levados em seguida para cultivo em placas com um material que garantiu a sobrevivência das células.

Como foram retirados de roedores bebês, os tecidos eram formados por um estágio anterior dos espermatozoides - conhecido como espermatogônias - que deram origem às células de reprodução adultas depois de dois meses.

Após serem criados, os espermatozoides foram testados em óvulos para os cientistas confirmarem se podiam gerar novos camundongos. A fertilização foi feita \"in vitro\" por meio de uma técnica que injeta o esperma diretamente no interior do óvulo com uma microagulha de vidro. O resultado foi o nascimento de novos roedores, que depois tiveram filhotes de forma natural.

É a primeira vez que espermatozoides de mamíferos são gerados em laboratório. A criação dessas células masculinas é conhecida como espermatogênese e costuma demorar 64 dias em humanos e 35 em ratos, segundo os pesquisadores. Até a façanha da equipe japonesa, como a espermatogênese é um processo demorado e complexo, os cientistas tinham dificuldade para manter a divisão celular nas placas de vidro.

O grupo de Tanehiko começou a estudar a possibilidade de gerar espermatozoides em laboratório há muitos anos. O objetivo é o de entender melhor como funcionam essas células e, especialmente, como mecanismos nas moléculas dessas estruturas podem levar à infertilidade.

(G1)

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