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Ebserh em Dourados (MS) beneficiam indígenas e reforçam atendimento no SUS

O presidente da estatal, Arthur Chioro, visitou as obras em andamento que visam ampliar 59 leitos e melhorar os serviços oferecidos pelo HU-UFGD

03 Abr 2024 - 15h00Por Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh
Durante a visita ao HU-UFGD, o presidente da Ebserh, Arthur Chioro, participou de reuniões e conheceu as instalações do Hospital, as obras do PAC e a Reserva Indígena de Dourados - Crédito: Rafael Tadashi/Unidade de Imprensa e Informação Estratégica 2Durante a visita ao HU-UFGD, o presidente da Ebserh, Arthur Chioro, participou de reuniões e conheceu as instalações do Hospital, as obras do PAC e a Reserva Indígena de Dourados - Crédito: Rafael Tadashi/Unidade de Imprensa e Informação Estratégica 2

Dando sequência às visitas aos Hospitais Universitários Federais (HUF) do Mato Grosso do Sul, vinculados à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), o presidente da estatal, Arthur Chioro, esteve no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD). A ida, realizada em 2 de abril, incluiu reuniões e visitas às instalações do Hospital e às Aldeias Jaguapiru e Bororó.

Com um aporte de R$ 44 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal, o HU-UFGD está passando por importantes melhorias. As obras impactam diretamente na assistência oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e na formação de novos profissionais na área da saúde. Segundo Chioro: "Estamos escrevendo uma nova história na cidade e na região, com mais qualidade, mais investimentos, mais saúde, mais ensino e mais pesquisas".

O presidente da Ebserh, ao acompanhar as obras em andamento, ressaltou a relevância das intervenções: "Teremos uma ampliação significativa de leitos no HU-UFGD, além da reforma das enfermarias clínicas. Reconhecemos o papel estratégico do Hospital para o ensino e no atendimento à saúde na região sul do Mato Grosso do Sul".

O Hospital, com 168 leitos credenciados, é a única referência nas áreas materno e infantil na Macrorregião de Dourados, atendendo a 33 municípios e cerca de um milhão de habitantes. A Unidade da Mulher e da Criança (UMC) conta com a Maternidade, referência de alto risco, e com o Pronto-socorro Ginecológico e Obstétrico, que atende em regime porta-aberta, realizando cerca de 12 a 15 partos por dia. A Unidade também atua na área pediátrica, com UTI Pediátrica, Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) Neonatal, entre outros setores.

Dessa forma, a construção da fase 2 da UMC, com investimento de R$ 31 milhões do PAC, possibilitará a ampliação da capacidade, sendo que a UTI Pediátrica passa de 10 para 20 leitos, UTI Neonatal de 10 para 20 leitos e UCI Neonatal de 15 para 40 leitos. O superintendente do HU-UFGD, Hermeto Macario Amin Paschoalick, explicou a importância desse investimento para atender à demanda crescente na região sul-mato-grossense: "Como somos a única referência nesses atendimentos, estamos sempre em superlotação. Logo, a ampliação é muito relevante".

Além disso, a segunda frente de trabalho do PAC é a reforma das Clínicas Médica, Cirúrgica e Pediátrica, totalizando R$ 13 milhões, que prevê melhorias na ambiência, climatização total e ampliação na capacidade de atendimento, com aumento total de 14 leitos. Também faz parte desse projeto, a construção e implementação do Serviço de Hemodiálise Ambulatorial, que oferecerá 12 vagas por turno, totalizando 36 atendimentos por dia.

HU-UFGD fortalece ações em prol da população indígena

Os dirigentes da Ebserh e do HU-UFGD também estiveram nas aldeias Jaguapiru e Bororó, que abrigam quase 20 mil indígenas das etnias Guarani, Kaiowá e Terena, em uma área de 3,5 mil hectares. O objetivo da visita foi conhecer a realidade da saúde dessa população e compreender o impacto das ações do Hospital em suas vidas. Durante a tarde, a comitiva teve a oportunidade de conhecer a Unidade Básica de Saúde (UBS) da Aldeia Bororó, além da Casa de Reza e a escola da Aldeia Jaguapiru.

O HU-UFGD tem desenvolvido projetos visando tornar seus ambientes saudáveis e acolhedores para os indígenas, incluindo a instalação de placas com orientações no idioma guarani. Segundo o superintendente Hermeto, "o objetivo é facilitar a circulação das pessoas, mas, especialmente, favorecer o sentimento de pertencimento, já que somos o terceiro hospital do Brasil em quantidade de internações indígenas e o primeiro na Rede Ebserh".

Em 2022, foram realizadas 1.100 internações e, de janeiro a setembro de 2023, foram mais 872 internações. O Hospital também se destaca na realização de partos de mulheres indígenas, com 517 partos em 2022 e 407 de janeiro a setembro de 2023, posicionando-o como o terceiro no Brasil nesse procedimento. Além disso, o HU-UFGD desenvolve iniciativas para atender integralmente as necessidades dos indígenas, incluindo ações para enfrentar problemas de saúde mental e auxiliar na superação dos problemas de conectividade, visando iniciar teleatendimentos pelas UBS indígenas.

Sobre a Ebserh

Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.

Por Andreia Pires, com revisão de Danielle Campos e Ronaldo Pedroso

 

 

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