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Saúde

Dia Mundial de Luta contra a Aids alerta para a prevenção e a importância do diagnóstico precoce

Durante todo o mês de dezembro serão intensificadas as ações educativas e testagem rápida de HIV, Sífilis, hepatites B e C

01 Dez 2023 - 21h00Por CGNotícias
Dia Mundial de Luta contra a Aids alerta para a prevenção e a importância do diagnóstico precoce - Crédito: Divulgação Crédito: Divulgação

A campanha deste ano no Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, lembrado nesta sexta-feira, dia 01 de dezembro, tem como foco a importância da prevenção e do diagnóstico do HIV, com este objetivo apresenta o conceito “Prevenção para todos”. Ao longo do mês, diversas ações devem ser realizadas pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) com o objetivo de orientar e disponibilizar serviços à população.

A gerente técnica de HIV/Aids da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Isabelle Mendes de Oliveira, destaca que a intenção é orientar a população para os locais de testagem e tratamento precoce.

“O objetivo da campanha é alertar a população para a importância do uso responsável do preservativo como forma de prevenção das HIV/AIDS e demais infecções sexualmente transmissíveis, e ainda, incentivar a testagem rápida para detecção precoce do diagnóstico do HIV/AIDS para otimização do tratamento em tempo oportuno”, complementa.

Conforme a gerente, durante todo o mês de dezembro serão intensificadas as ações educativas e testagem rápida de HIV, Sífilis, hepatites B e C nas unidades da Atenção Primária, além de ações extramuro aos finais de semana, com a entrega de preservativos e divulgação da  Profilaxia de Pré exposição ao HIV (PrEP)  e do autoteste.

A PrEP está disponível nas 22 Unidades Dispensadoras de Antirretrovirais (UDM) em Campo Grande, no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), Serviço especializado CEDIP, e Esterina Corsini (HUMAP).

Neste ano, as metas da campanha vão ao encontro às metas 9595/95 da UNAIDS/OMS, que estabelece aumentar para 95% a proporção de pessoas que vivem com o HIV a conhecerem seu diagnóstico; desse total, 95% recebendo tratamento antirretroviral; e desse número em tratamento como prevenção, 95% com carga viral indetectável.

Diante deste cenário, o desafio é sensibilizar a população sexualmente ativa, especialmente a população jovem na faixa etária entre 15 e 49 anos, para o uso do preservativo, sendo esse o principal método e o mais eficaz para prevenir o aumento de novas infecções.

“É preciso incentivar a população que o uso do preservativo deve ser um hábito para a prática sexual segura, descontruindo o imaginário popular de que fazer sexo sem camisinha é mais prazeroso”, diz.

A estimativa é atingir um público de 2 mil durante o mês de dezembro, a partir de um cronograma que prevê atividades como a realização de testes rápidos de HIV/AIDS, distribuição de autoteste e insumos de prevenção para a população em geral com continuidade das atividades de testagem rápida nas unidades básicas e de saúde da família após o término da campanha.

Entre 2013 a 2023 foram notificados o total de 4.048 casos de HIV/aids no sexo masculino e 1.309 no sexo feminino, em Campo Grande. Observa-se a tendência e crescimento nos casos de HIV/aids no sexo masculino sendo predominante não só na Capital, porém também no cenário epidemiológio dos demais estados brasileiros.

No período de 2018 a 2023 foram notificadas 273 crianças expostas ao HIV residentes na capital. Observa-se uma queda no número de casos de crianças expostas este ano comparado com anos anteriores. Neste mesmo período foram diagnosticados 1 (um) caso de criança menor de 5 anos com aids, exceto no ano de 2022 que não houve nenhuma notificação para este agravo.

É fundamental a adoção de medidas de prevenção, como o reconhecimento antecipado da infecção na gestante e, se indicado, a utilização da terapia antirretroviral durante a gestação, a serem aderidas durante o período do pré-natal, a fim de alcançar a redução no risco de transmissão vertical do HIV.

Atualmente, em Campo Grande há 6.200 Pessoas Vivendo com HIV/Aids (PVHA) cadastradas no SICLOM (Sistema de Controle Logístico de Medicamentos). Este dado trata-se de pessoas cadastradas ativas que já iniciaram o tratamento em algum momento do seu diagnóstico e/ou em tratamento regular. Neste mesmo período foram registrados 719 casos de abandono de tratamento. Considera-se abandono, indivíduos que não retiraram os medicamentos antirretrovirais há mais de 100 dias.

Certificação da Eliminação da Transmissão Vertical (TV)

Neste ano, Campo Grande participou das etapas para certificação da eliminação da transmissão vertical do HIV e irá receber a certificação do Selo Prata de Boas Práticas- no dia 08 de dezembro em Brasília (DF) rumo à Eliminação da Transmissão Vertical do HIV, em consonância com os critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Para que o município obtenha o Selo Prata, foi necessário um processo de avaliação realizado pela Comissão Nacional de Validação (CNV) e do  Departamento de HIV/aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DATHI) do Ministério da Saúde.

Com esse intuito, foi realizada uma reunião com os representantes do ministério e demais coordenações da Secretaria de Municipal de Saúde e outros setores e serviços de saúde envolvidos no Processo de Certificação.

Para certificação é necessário atingir os indicadores de Eliminação da Transmissão Vertical do HIV ou que estão próximos de eliminar esse agravo nos estados e municípios com mais 100 mil habitantes. Então, neste ano no mês de outubro, houveram reuniões e as visitas da equipe de validação aos hospitais, qualificam a informação nos relatórios que o município encaminhou requerendo a certificação.

Posterior a análise de dados e de toda a rede de saúde, ou seja, da rede hospitalar, da materna-infantil e da vigilância epidemiológica, a equipe de validação comprovou as informações e assim, o município de Campo Grande foi elegível para receber o Selo Prata.

A notificação da criança exposta ao HIV, da infecção pelo HIV em criança e da criança com aids A criança exposta ao HIV durante a gestação ou parto, ou que tenha sido amamentada por mulher infectada pelo HIV, deve ser notificada como “criança exposta”. Não há necessidade de aguardar o resultado da sorologia para a notificação. Encerra-se o caso quando o resultado da sorologia estiver disponível após os 18 meses.

Na Capital, as crianças expostas ao HIV são atendidas nos Serviços de Especialidade (CEDIP e Hospital Dia Esterina Corsini – HUMAP), além disso como forma de prevenção é ofertada fórmula infantil para as crianças notificadas.

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