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Produtores de MS debatem lavoura, pecuária e floresta

15 Dez 2015 - 09h54Por Do Progresso
Foram 4 estações com pesquisadores da Embrapa e técnicos da Copasul com 80 participantes. - Crédito: Foto: DivulgaçãoForam 4 estações com pesquisadores da Embrapa e técnicos da Copasul com 80 participantes. - Crédito: Foto: Divulgação
A adoção de sistemas sustentáveis de produção nas propriedades rurais de Mato Grosso do Sul pode e precisa ser ampliada. Segundo pesquisador Júlio Cesar Salton, da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados), ainda existem propriedades que realizam o monocultivo da soja ao invés da rotação de culturas, o que intensifica os problemas sanitários, aumenta o custo de produção e deixa a produtividade média da cultura estagnada em MS. Soma-se a isso, o fato de ainda existir milhões de hectares de pastagens degradadas no Estado.


Esse tema foi debatido por pesquisadores da Embrapa e técnicos da Copasul com cerca de 80 inscritos - entre técnicos, produtores rurais, estudantes e professores de ciências agrárias, no Dia de Campo “Sistemas integrados de produção agropecuária (Integração Lavoura-Pecuária e Integração Lavoura-Pecuária-Floresta)”, realizado em 9 de dezembro. O evento foi na Fazenda Copasul II, onde estão os experimentos da Embrapa Agropecuária Oeste (que somam uma área de 31 hectares).


Para o superintendente da Copasul, Gervásio Kamitani, a possibilidade de melhorar a produção de carne da região de Naviraí associada a produção de grãos deve ser aproveitada pelos produtores. “É uma grande oportunidade de aumentarmos a produção de carne, investir na produção de culturas e diversificar sem perder de vista a sustentabilidade”, disse Kamitani.


Antônio Oliveira, superintendente de planejamento da Secretaria de Produção e Agricultura Familiar de MS (Sepaf/MS), representando o secretário Fernando Lamas, lembrou que o governo do Estado vai colocar em prática, em 2016, o Programa de Recuperação de Pastagens Degradadas. Entre as ações do programa, estão financiamentos por meio do FCO, entre outros; instalação e ampliação de armazéns e capacitação continuada. “Este modelo de Dia de Campo, como o realizado pela Copasul e Embrapa, é um exemplo de transferência de tecnologia que pode e deve ser adotado”, avaliou Oliveira.


O pesquisador Guilherme Asmus, chefe geral da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS), falou que ainda existe vazio demográfico e vazio tecnológico em Mato Grosso do Sul, mas que devem ser vistos como oportunidade para o desenvolvimento do Estado. “Estamos em um Estado que possui cerca de dois milhões de habitantes. Estamos indo bem, mas ainda temos espaço para mais desenvolvimento. E devemos colocar em prática as tecnologias que estão ao dispor para o setor agropecuário e buscar sistemas de produção adequados à realidade regionais”, afirmou.


Integração


Muitas áreas de pastagens da região de Naviraí estão degradadas e precisam ser recuperadas. O cultivo da soja integrado ao sistema, no mínimo, cobre os custos da recuperação dos pastos. Porém, só é viável cultivar a soja em Sistema Plantio Direto (palha e correção). Mas para o sistema plantio direto ser eficiente, é preciso ter uma boa pastagem, por isso o mais indicado é realizar a integração lavoura-pecuária.


No caso da região de Naviraí, a indicação é o Sistema São Mateus: correção química e física do solo com formação de palhada para o plantio direto da sequência soja/pasto/pasto/soja...


Com a integração lavoura-pecuária (ILP), a temperatura é mais amena devido à palhada que está no solo. Na integração lavoura-pecuária-floresta (ILP), além desse benefício, a árvore contribui para amenizar a temperatura. Esse fator é importante, principalmente nos chamados veranicos, que são os períodos de chuvas irregulares. Quanto menos a temperatura do solo e da planta, menor a evapotranspiração.


Outro benefício da ILP/ILPF é a redução na emissão de gases de efeito estufa. Nesses sistemas, existe o acúmulo de carbono no solo e árvores, reduzindo sua emissão para atmosfera; não há perdas de solo por erosão; diminui-se o tempo de abate dos animais (ou seja, menor emissão de metano para atmosfera); potencializa-e o uso de insumos, como fertilizantes, combustível, sal mineral, pesticidas, entre outros; aumenta-se a produtividade com menor emissão de gases de efeito estufa por quilo de produto.

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