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Agronegócio

Custos elevados ameaçam futuro do setor agropecuário pós-pandemia

Em debate da FPA, representantes dizem que insumos e fertilizantes interferem diretamente no aumento

05 Nov 2021 - 11h00
Custos de produção tem preocupado produtores rurais de todo o país - Crédito: DivulgaçãoCustos de produção tem preocupado produtores rurais de todo o país - Crédito: Divulgação

O encontro foi realizado ontem (04), de forma remota. A reunião foi mediada pelo presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Sérgio Souza (MDB-PR), e acompanhada por representantes de entidades do setor agropecuário. Participaram do debate o Superintendente Técnico da CNA, Bruno Lucchi, a Diretora da Divisão de Defensivos Químicos da Croplife Brasil, Andreza Martinez, a economista da Abimaq, Cristina Zanella, o Gerente-geral de Marketing e Comércio Interno da Petrobrás, Sandro Barreto, além do deputado federal Arnaldo Jardim (CD-SP).

O deputado Sérgio Souza explicou que o produtor rural, quando se depara com situações de alterações de preços dos insumos, tem a possibilidade de “em certas situações ganhar e em outras perder”. O parlamentar citou como exemplo da possibilidade negativa, o caso da compra de insumos caros no começo do plantio, que se traduzem em prejuízo ao produtor no final da safra, se o preço das commodities caírem.

Arnaldo Jardim, coordenador de Infraestrutura e Logística da FPA, ressaltou a importância do debate acerca dos custos de produção no país. “Eu gostaria que esse debate nos conduzisse para levantar a voz, muita gente proclama que o setor nada em águas tranquilas e positivas, nós temos orgulho do que estamos fazendo, mas essa situação de dificuldade é um risco de estarmos matando a galinha dos ovos de ouro”.

O parlamentar ainda enfatizou que é preciso ter reivindicações de médio, longo e algumas de curto prazo. “Acho que esse debate pode nos ajudar e a FPA pode agir muito incisivamente para alcançarmos os nossos objetivos”.

O superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi, disse que é muito bom debater o tema de aumento de custos de produção o que, segundo ele, tem preocupado os produtores rurais. Ao tratar da inflação dos alimentos, Lucchi lembrou que “o país está vivendo os reflexos de uma pandemia e o setor agropecuário não é semelhante à indústria, nós dependemos de clima e épocas específicas para desenvolver as atividades”.

A diretora da divisão de Defensivos Químicos da Croplife Brasil, Andreza Martinez, pontuou que são diversos os setores que estão tendo desafios, principalmente pela escassez de matérias-primas que ocorreram de forma simultânea e foram agravadas pela pandemia, nos últimos dois anos. Ela ressaltou ainda que com a crise enfrentada, as restrições logísticas que já vinham sendo observadas por empresas de diversos setores, vêm sendo impactadas com a elevação do custo de fretes, o que segundo ela, “causa a elevação de custos para produtos no mercado interno”.

A economista da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Abimaq, Cristina Zanella, falou sobre os custos de produção de máquinas e equipamentos e fez uma reflexão sobre a inflação em alta em todo o mundo. “Não é um preço isolado, não é uma decisão do fabricante em jogar os preços mais altos. Como a economia está toda com seus preços desajustados é necessário que haja esse repasse para o setor conseguir manter as suas atividades.”

Já o gerente-geral de Marketing e Comércio Interno da Petrobrás, Sandro Barreto, falou sobre os preços dos combustíveis no país, outro problema que tem tirado o sossego do produtor rural brasileiro. Ele apresentou a política de preços da Petrobrás, com a afirmação de que a empresa segue as condicionantes legais relacionadas à Lei do Petróleo, Lei das Estatais e do seu Estatuto Social. “Os preços praticados pela Petrobrás buscam equilíbrio com o mercado internacional e acompanham as variações dos produtos e da taxa de câmbio, para cima e para baixo”, ponderou.

Sandro explicou que o Brasil tem papel de destaque na extração de petróleo, mas é deficitário no refino da commodity. “Nós exportamos o petróleo e precisamos importar diesel, gasolina e gás, diante da questão do refino para produção de combustíveis”.

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