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Confirmado foco de ferrugem asiática em MS

12 Jan 2016 - 10h14
Fungo causa rápido amarelecimento ou bronzeamento e queda prematura das folhas. - Crédito: Foto: Arquivo/EmbrapaFungo causa rápido amarelecimento ou bronzeamento e queda prematura das folhas. - Crédito: Foto: Arquivo/Embrapa
A Pesquisadora da Fundação Chapadão Alexandra Botelho, procedeu a confirmação do primeiro foco de ferrugem asiática na cultura da soja, na safra 2015/16, precisamente no município de Chapadão do Sul, MS. A constatação foi feita no dia 08 de janeiro deste anos.


Segundo Alexandra, responsável pelo laboratório de diagnose da Fundação Chapadão, a folha com ferrugem foi enviada pelo consultor Isandro Salbego da revenda Agromano. Segundo o consultor a cultivar é NA 7237, estando no estágio R 5.4 (fase final de enchimento de grãos). Na área do foco o produtor ja havia efetivado duas aplicações com fungicida específico para o controle da ferrugem.


O diretor e pesquisador da Fundação Edson Borges, vinha alertando aos produtores quanto a esta possível ocorrência, pois vários focos já haviam sendo registrado em Rio Verde, GO, Carpo Verde e Primavera do Leste, MT e Chapadão do Sul, MS, além das condições de clima (umidade e temperatura) estavam propicia ao desenvolvimento da doença, e o vento soprando da região dos focos para nossa região.


O pesquisador alerta os produtores para continuarem procedendo o monitoramento e as aplicações nas áreas até então programadas, e nos talhões em que a soja estiver na fase de R1,. Segundo ele, existe a necessidade de realizar as aplicações. Nas áreas que a soja estiver na fase vegetativa, é preciso intensificar o monitoramento para tomada de decisão quanto a necessidade de aplicação e qual produto a ser aplicado.


Outra pratica que deve ser adotada pelo produtor e o manejo antiresistência que compreende as ações que foram definidas pelo Consórcio Antiferrugem, as quais são: Usar sempre misturas comerciais formadas por dois ou mais fungicidas com modo de ação distintos; Não utilizar mais que duas aplicações do mesmo produto em sequência e utilizar no máximo duas aplicações dos produtos contendo SDHI por cultivo; Fazer uso de produtos protetores em associação; Evitar aplicações em alta pressão de doença e de forma curativa. Incluindo assim todos os métodos de controle de doenças, dentro do programa de manejo integrado, esclarece Edson Borges.

O fungo

A ferrugem asiática da soja é uma doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi (Sydow & P. Sydow), que precisa do hospedeiro vivo para obter seu alimento. A ferrugem asiática se constitui em um dos principais problemas fitossanitários da cultura.


Segundo a Embrapa Soja, os fungicidas utilizados no controle da ferrugem pertencem a três grupos: DMI (inibidores de desmetilação); Qol (inibidores da Quinona Oxidase) e o SDHI (Succinato Desidrogenase).

Origem


A ferrugem asiática foi constatada pela primeira vez no Continente Americano no Paraguai, em 5 de março e no Estado do Paraná, em 26 de maio de 2001. Na safra 2001/02 apresentou grande expansão atingindo os estados do RS, de SC, do PR, de SP, de MG, do MS, do MT e de GO. A doença é favorecida por chuvas bem distribuídas e longos períodos de molhamento. A temperatura ótima para o seu desenvolvimento varia entre 18o-28oC. Em condições ótimas, as perdas na produtividade podem variar de 10% a 80%. Estima-se que mais de 60% da área de soja do Brasil foi atingida pela ferrugem na safra 2001/02, resultando em perdas de 112.000 t ou US$24,70 milhões.

Efeitos


A infecção causa rápido amarelecimento ou bronzeamento e queda prematura das folhas, impedindo a plena formação dos grãos. Quanto mais cedo ocorrer a desfolha, menor será o tamanho dos grãos e, conseqüentemente, maior a perda do rendimento e da qualidade (grãos verdes). Em casos severos, quando a doença atinge a soja na fase de formação das vagens ou no início da granação, pode causar o aborto e a queda das vagens, resultando em até perda total do rendimento. Elevadas perdas de rendimento têm sido registradas na Austrália (80%), na Índia (90%) e em Taiwan (70%-80%). No Brasil, os danos mais severos foram observados em Goiás (Chapadão do Céu) e no Mato Grosso do Sul (Chapadão do Sul) onde houve redução de rendimentos, de uma safra para outra, de 55-60 sacos/ha (3.300-3.600 kg/ha) (2000/01) para 14-15 sacos/ha (840-900 kg/ha) (2001/02).

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