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Código Florestal mobiliza ruralistas

30 Mar 2011 - 17h40
Marisvaldo Zeuli convoca produtores rurais para participar de manifestação em Brasília - Crédito: Foto: DivulgaçãoMarisvaldo Zeuli convoca produtores rurais para participar de manifestação em Brasília - Crédito: Foto: Divulgação
DOURADOS – O produtor Marisvaldo Zeuli, presidente do Sindicato Rural de Dourados, está mobilizando os ruralistas de toda região para participar, em Brasília, de uma grande manifestação em defesa da votação do novo Código Florestal Brasileiro. “Vamos sair com um ônibus no dia 4 de abril, às 9h, do Parque de Exposições João Humberto de Carvalho e o retorno está previsto para o dia 5 de abril”, explica Marisvaldo Zeuli. “Os produtores que estiverem dispostos a brigar pelos seus direitos e a defender mudanças pertinentes no novo Código Florestal devem reservar seu lugar diretamente no Sindicato Rural”, esclarece.

A iniciativa do Sindicato Rural de Dourados atende a mobilização da diretoria da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso do Sul (Famasul) em prol da votação do novo Código Florestal na Câmara dos Deputados, prevista para o dia 5 de abril.


No mesmo dia, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estará mobilizada em frente ao Congresso Nacional, em conjunto com todas as Federações do Brasil e produtores rurais. “Vamos sair de Mato Grosso do Sul em comitiva para Brasília para apoiar tão importante pleito, que poderá impactar a produção agropecuária sul-mato-grossense”, argumenta Marisvaldo Zeuli. As reservas podem ser feitas pelos telefones 3424-6686 e 9971-5267 com Lidiane.



Os produtores rurais de Mato Grosso do Sul devem lotar 15 ônibus rumo a Brasília. A mobilização nacional do setor em favor do texto do deputado Aldo Rebelo (PCdoB/SP). A previsão é que 600 produtores sul-mato-grossenses participem da mobilização. Os ônibus sairão de treze municípios e chegarão na manhã de terça-feira em Brasília. Alguns produtores viajarão o dia inteiro para participar do movimento. “A manifestação é um exercício de cidadania e uma demonstração de unidade do produtor em torno de um tema que traz repercussões não somente para o setor agropecuário, mas para toda a sociedade”, enfatizou o presidente da Famasul, Eduardo Riedel.

A caravana sul-mato-grossense será composta por ônibus que sairão de Campo Grande, Ponta Porã, Dourados, Corumbá, São Gabriel do Oeste, Bonito, Três Lagoas, Amambai, Naviraí, Paranaíba, Rio Verde, Maracaju e Sidrolândia. A assessora da Famasul, Janaína Pickler, reforça aos presidentes de sindicatos e produtores dos demais municípios que se mobilizem para integrar a caravana, uma vez que os ônibus são compostos por produtores de todo o Estado.
#####CÓDIGO

- O relator da proposta de reforma do Código Florestal, o deputado Aldo Rebelo ressaltou ontem que as discussões em torno do tema não são uma briga entre ambientalistas e ruralistas. Durante audiência pública no Senado, Rebelo defendeu que a atualização do código é uma necessidade para proteção do meio ambiente e da agricultura do país. “A desinformação na sociedade e na imprensa é muito grande sobre isso e todo mundo reproduz o jargão de que é uma briga entre ambientalistas e ruralistas. Não é uma briga entre ruralistas e ambientalistas, isso é a necessidade do país de proteger o meio ambiente e a agricultura”, afirmou o deputado.


Rebelo ressaltou que durante a fase de elaboração do seu relatório percorreu todas as regiões, conversou com pequenos e grandes produtores rurais, representantes de entidades de classes e identificou a necessidade de se adequar o novo Código à realidade do país. “Hoje se lê facilmente nos jornais que nós queremos mudar o Código. Não é verdade. Ele já foi completamente alterado e o que resta do código hoje é pouco mais do que um título, um nome. Não vamos abrir mão do instituto da Reserva Legal, embora ele só exista no Brasil.

Vamos manter a reserva legal de 80% na Amazônia, teremos 35% de reserva no Cerrado Amazônico, 20% da Mata Atlântica. Vai continuar na lei a proteção dos rios de 15 até 500 metros. Continuará na nossa legislação a proteção de morros e encostas. Tudo isso continuaremos acolhendo porque não é um compromisso de governo, de Estado, mas é um compromisso civilizatório no Brasil. Por isso preservamos 70% de vegetação nativa e os europeus não têm mais nada”, argumentou.

O deputado ainda fez duras críticas às organizações não governamentais (ONGs) que atuam no Brasil e têm se posicionado contra a reforma do Código Florestal. Segundo ele, essas organizações que hoje defendem no Brasil a proteção ambiental e inviabilizam a produção agrícola e pecuária, não fizeram o mesmo nos seus países de origem. “Na Amazônia, essas ONGs sediadas na Holanda, na Bélgica, querem 80% de reserva legal enquanto nos países onde têm suas sedes não defendem nem um, nem dois, nem três por cento.

Considero isso uma indignidade, inaceitável. Considero inaceitável que certas organizações e seus executivos assalariados que têm por mês uma renda que um agricultor em Rondônia não consegue em um ano tenha a desfaçatez de chegar aqui e exigir de nós o que não apontam nos seus países”, afirmou.


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