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Zé Teixeira diz que classe política está enojando o povo

25 Mai 2016 - 06h00
Deputados Zé Teixeira - Crédito: Foto: Victor ChilenoDeputados Zé Teixeira - Crédito: Foto: Victor Chileno
Ao participar ontem na Assembleia Legislativa das discussões em torno da saída do ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB-RR), o deputado estadual Zé Teixeira (DEM) disse que a classe política está enojando o povo.


Os deputados estaduais reservaram uma parte da sessão de ontem para avaliar a queda do ministro, que deixou o governo do presidente em exercício Michel Temer (PMDB-SP) depois que o jornal Folha de São Paulo publicou trechos de conversa comprometedora entre ele e o ex-diretor da Transpetro, Sergio Machado.


"O fato é que a classe política está enojando o povo, independentemente de partidos, e defender o indefensável é muito difícil. É preciso deixar o Brasil caminhar", colocou Zé Teixeira, após ter sugerido que e o governo deve detalhar porque alterou a meta fiscal.


As colocações do democrata foram feita em aparte ao discurso do petista Amarildo Cruz, que foi à tribuna criticar o governo do PMDB.


Cruz voltou a chamar o governo interino de Michel Temer de "golpista" e fez críticas as medidas que vêm sendo anunciadas pelo Palácio do Planalto.


"O senador Jucá deveria receber o mesmo tratamento que o senador Delcídio [do Amaral]", disse.
Jucá deixou o governo depois que foram divulgadas conversas em que ele sugere a Sérgio Machado, que uma "mudança" no governo federal resultaria em um pacto para "estancar a sangria" representada pela Operação Lava Jato, que investiga a ambos.


Para o petista, há dois pesos e duas medidas no tratamento dos políticos. "Além disso, quando a Dilma [presidente afastada Dilma Rousseff] alterou a meta fiscal, houve tudo o que já sabemos, mas agora o Temer quer aumentar o déficit e nada é feito", ressaltou. "Ora, temos que saber quem nos representa e quem representa o povo", emendou.


Michel Temer entregou na segunda ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a revisão da meta fiscal para este ano.


A atual equipe econômica calculou déficit de R$ 170,5 bilhões, rombo muito maior do que os R$ 96,7 bilhões apresentados pelo governo Dilma.


Os deputados Cabo Almi (PT) e João Grandão (PT) também demonstraram indignação com o governo interino. "O Brasil hoje é a chacota do mundo", disse Almi. "Quero alertar que estamos em uma luta de classes e o rombo das contas, que havia sido anunciado pela presidente Dilma, é muito menor do que o que vemos em muitos outros países", analisou.


O deputado Eduardo Rocha (PMDB) defendeu a legitimidade do atual governo. "É preciso sim rever a meta fiscal e caminhar, colocar o Brasil nos trilhos e sem ódio no coração", disse.

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