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APÓS SAÍDA DE DILMA

Temer terá dificuldades para estabilizar economia do País

10 Mai 2016 - 08h25
Com processo no TSE e pedido de impeachment, Temer terá dificuldades para estabilizar economia. - Crédito: Foto: DivulgaçãoCom processo no TSE e pedido de impeachment, Temer terá dificuldades para estabilizar economia. - Crédito: Foto: Divulgação
Com um processo no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e um pedido de impeachment em andamento na Câmara, o vice Michel Temer pode chegar ao poder no final dessa semana em uma situação pior que a que vive atualmente a presidente Dilma Rousseff. A situação pode dificultar sua principal missão: estabilizar a economia.

Caso Dilma seja afastada na quarta-feira (11), Temer terá de resolver a situação do desemprego, que atinge 11 milhões de brasileiros, a inflação acima do teto da meta e a desconfiança do mercado.

A repercussão internacional do processo de impeachment de Dilma até agora tem assustado os investidores. Na segunda-feira (9), a rede americana CNN e o britânico The Guardian chegaram a falar em "caos" no País. A Bovespa tem operado em queda e, na semana passada, a agência Fitch, uma das três principais agências de risco do mundo, reduziu mais uma vez a nota do País.

Impeachment de Temer

O pedido de impeachment contra Temer é semelhante ao que responde Dilma: ele é acusado de abrir créditos complementares sem autorização do Congresso. O trâmite do pedido na Câmara teve início após decisão do mês passado do ministro Marco Aurélio Mello, que ordenou que o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), desse andamento à questão.

Até a semana passada, Temer tinha em Cunha um aliado, que não demonstrava esforço para que a comissão do impeachment de Temer fosse formada. Com a saída de Cunha, por decisão do STF, o novo presidente, Waldir Maranhão (PP-MA), que tem se aliado ao governo Dilma, pode indicar os membros da comissão, caso os líderes não indiquem.

Processo no TSE

Além de um pedido de impeachment semelhante ao de Dilma, Temer enfrenta também processo no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por supostas irregularidades na campanha. Nesse caso, ele e Dilma respondem ao mesmo processo e, caso a chapa da presidente fosse invalidade, Temer também perderia o cargo.

O vice tem se esforçado para separar suas contas das contas de Dilma na campanha eleitoral. Embora, nos bastidores, Temer pareça ter apoio de parte dos ministros do TSE, a separação das contas é algo inédito na Corte, o que dificulta bastante o sucesso do pedido.

Popularidade baixa

As dificuldades de Temer para se manter no poder podem aumentar devido à falta de apoio popular. Pesquisa Datafolha realizada com manifestantes paulistas no último domingo (17), quando a Câmara deu aval ao pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, aponta uma rejeição ao peemedebista. No grupo contrário a Dilma, 54% dos entrevistados disseram ser favoráveis também ao afastamento de Temer. Entre os apoiadores do governo, a porcentagem de entrevistados contrários a Temer chega a 79%.

Nova coalizão

Construir uma nova coalizão no Congresso Nacional também parece não ser uma tarefa exatamente fácil para Temer. A redução no número de ministérios, prevista pelo peemedebista, pode criar um efeito de "cobertor curto", dificultando a distribuição de cargos entre possíveis aliados.

Além disso, embora o PMDB tenha as maiores bancadas da Câmara e do Senado, Temer pode ter dificuldade no trato com os senadores, já que o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), é seu desafeto.

O apoio do PSDB também não é 100% garantido a Temer. Dividida, a cúpula tucana pode decidir por não participar diretamente do governo. Oferecer o ministério das Relações Exteriores a José Serra pode não ser suficiente para angariar o apoio da bancada do PSDB no Congresso.

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