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Impeachment

Representantes de MS no Congresso comemoram resultado do impeachment

13 Mai 2016 - 06h00
Deputado Luiz Henrique Mandetta era um dos mais exaltados com a degola da presidente Dilma. - Crédito: Foto: SenadoDeputado Luiz Henrique Mandetta era um dos mais exaltados com a degola da presidente Dilma. - Crédito: Foto: Senado
A aprovação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado foi comemorada pela maioria dos representantes de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional, à exceção dos deputados federais Zeca do PT, Vander Loubet (PT) e Dagoberto Nogueira (PDT), contrários ao afastamento da petista.


Cassado no dia anterior, o senador Delcídio do Amaral (sem partido) havia manifestado o interesse em votar favorável ao impeachment até como uma espécie de vingança a sua ex-correligionária e ao ex-presidente Lula, que chegou a fazer fortes críticas contra ele após prisão acusado de obstruir os trabalhos da Operação Java Jato da Policia Federal.


O resultado da votação agradou aos deputados federais Geraldo Resende e Carlos Marun, ambos do PMDB, Luiz Henrique Mandetta (DEM), Elizeu Dionízio (PSDB), Tereza Cristina (PSB), além dos senadores Waldemir Moka e Simone Tebet, ambos peemedebistas.


Como um dos mais ferrenhos críticos do governo petista, Mandetta era um dos mais exaltados com a degola da presidente.


"O Brasil precisa avançar. Nos reencontramos com a esperança e há um grande esforço de unificação do país", destacou o parlamentar.


A decisão, tomada na madrugada desta quinta-feira, por 55 votos a 22, confirmou o que dias antes já era tido como fato consumado: o afastamento de Dilma, primeira mulher eleita presidente do Brasil, e a interrupção do ciclo de 13 anos e meio do PT no poder.


Com a derrota, a petista será agora afastada por até 180 dias, período em que o vice Michel Temer assume o cargo.


Mandetta explicou que apesar de ser lamentável para o país ter um segundo impeachment na história recente da democracia, a decisão dos senadores vai ao encontro da insatisfação de milhões de brasileiros com o atual governo e pune a presidente por crime de responsabilidade.


"As vítimas do seu crime são os milhares de desempregados, a perda da estabilidade econômica e todos que sofrem o impacto dessa recessão", enfatizou.


Sobre a expectativa de um novo governo, o parlamentar garantiu que o país necessita de grandes mudanças. "A continuidade administrativa precisa de um pacto com todos os brasileiros, onde algumas reformas precisam ser feitas, onde o enxugamento da máquina pública e o equilibro fiscal vai ter que ser conquistado, onde uma reforma política se impõe. Não podemos mais passar por uma crise desse porte sem ter uma válvula mais factível para que se possa interpretar a vontade popular", alertou.

Próximos passos


A partir de agora o Senado passará a colher provas, realizar perícias, ouvir testemunhas de acusação e defesa para instruir o processo e embasar a decisão final. O julgamento será presidido pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, que também comandará a Comissão.


O impedimento definitivo da presidente depende do voto favorável de dois terços dos 81 senadores (54), em julgamento que ainda não tem data para ocorrer.

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