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PTB decreta fim de coligações em Mato Grosso do Sul

30 Jun 2011 - 05h00
Louzada não quer infidelidadade durante campanha - Crédito: Foto : DivulgaçãoLouzada não quer infidelidadade durante campanha - Crédito: Foto : Divulgação
Campo Grande - A executiva regional do PTB se reúne nesta quinta-feira (30), em sua sede, em Campo Grande, para deliberar sobre vários temas, entre os quais, o fim das coligações partidárias na disputa pelos cargos proporcionais em Mato Grosso do Sul.

A ideia do comando partidário é participar das eleições municipais de 2012 com candidatura própria na maioria dos municípios do Estado como forma de fortalecer suas bases eleitorais. No plano estadual, o PTB apóia o governador André Puccinelli (PMDB).

Na prática, o “rompimento” será adotado como forma de sobrevivência política, até porque que os trabalhistas acreditam que caminhando sozinhos terão mais chances de conquistar, principalmente, cadeiras nas Câmaras de Vereadores.

Nas últimas eleições municipais o PTB participou do pleito atrelado a várias legendas tanto na Capital, quanto no interior, o que, conforme a direção regional, dificultou o crescimento do partido.

Durante o encontro da executiva, marcado para começar às 14h, o partido deve discutir outros assuntos polêmicos, como a fidelidade partidária, além de instituir o chamado “termo de compromisso com o partido”, que visa garantir a legenda àqueles que realmente cumpram o que determina as regras estatutárias.

O presidente regional do partido, Ivan Louzada, disse que a ideia é evitar justamente que integrantes do partido sejam infiéis durante a campanha eleitoral.

Louzada lembra que nas eleições passadas, muitos filiados, inclusive prefeitos e vereadores, pediram voto para candidatos de outros partidos na disputa pelos cargos proporcionais em detrimento de petebistas que tentaram vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.

Prejudicado na disputa do ano passado, a direção petebista decidiu dar um ultimato aos infiéis, pedindo que prefeitos e vereadores que “jogaram” contra o grupo político deixassem o partido.

Nesse caso, os prefeito eleitos pelo PTB em 2008 - Celso Vargas (Maracaju), Edson David (Aral Moreira) e José Dodô da Rocha (Selvíria) terão de buscar outra legenda se quiser postular a reeleição.

Rocha foi o único até agora que teria deixado os quadros petebistas. Mesmo sem comunicar seu desligamento, o prefeito apareceu em recente programa eleitoral do PSB, o que irritou o comando regional.

Irritado, Louzada disse que o prefeito de Selvíria usou o PTB para “ter emprego”. “Ele nunca correspondeu, nunca participou de nossas reuniões, nem da regional e nem da nacional. O PTB não perde nada com sua saída”, estocou.

Marketing político


O PTB também intensificará em Mato Grosso do Sul uma série de seminários visando orientar seus dirigentes, filiados e pré-candidatos a respeito da administração pública.

Esse trabalho que envolve “marketing político” está sendo desenvolvimento pela Fundação Instituto Getúlio Vargas, da qual Louzada é vice-presidente nacional.

Ele adiantou que a ideia é preparar futuros prefeitos sobre noções administrativas para que os eventuais eleitos não fiquem “batendo cabeça” assim que assumirem o cargo.

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