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Política

No PSDB, Geraldo agora trabalha para preservar o apoio do PMDB

19 Mar 2016 - 06h00
Acompanhado por Idenor Machado, presidente da Câmara Municipal, o deputado Geraldo Resende fala sobre seu futuro no PSDB. - Crédito: Foto: Marcos RibeiroAcompanhado por Idenor Machado, presidente da Câmara Municipal, o deputado Geraldo Resende fala sobre seu futuro no PSDB. - Crédito: Foto: Marcos Ribeiro
Já no PSDB, o deputado federal Geraldo Resende disse ontem, em coletiva de imprensa, que já trabalha para manter apoio do PMDB à sua possível candidatura a sucessão do prefeito Murilo Zauith (PSB) na eleições municipais deste ano. Ele afirmou que vem mantendo conversações com as lideranças do partido para que o PMDB possa estar no projeto. "A saída do PMDB não significa um rompimento com os companheiros que levei para o partido, e nem com aqueles que acalentaram conosco o sonho de uma candidatura a prefeito", ressaltou Geraldo. "Quero aproveitar este momento para agradecer, de coração, todos aqueles que nos ajudaram a construir a pré-candidatura, mesmo com o risco que existia, e anunciado nas prévias realizadas no último dia 5 de março, de que eu poderia sair do partido e que, mesmo assim, nos deram 45 votos a favor", completou.
Geraldo afirmou que está ouvindo todos que sempre estiveram no seu grupo. "Estou conversando com todos esses companheiros e convidando-os a seguirem juntos no novo projeto", ressaltou. "Mas essa é uma conversa baseada no respeito gratidão mútuos, de forma que não vamos pressionar ninguém a deixar o PMDB, agremiação que, em âmbito local e regional, desfruta do nosso maior carinho e consideração", destacou.


O deputado disse ainda que outro fator preponderante na decisão de ingressar no PSDB foi a aposta do alinhamento entre prefeitura e Governo do estado, sendo ambas do mesmo partido. "Diante da crise que enfrentamos, Dourados vai precisar muito do governo do Estado", comentou. "No convite que recebi do governador Reinaldo Azambuja e do senador Aécio, ficou garantido o apoio forte do governo estadual ao segundo maior município de Mato Grosso do Sul, ainda mais se isso ocorrer numa eventual administração alinhada politicamente", explica. "As últimas pesquisas em Dourados tem mostrado que hoje o principal agente político com boa aceitação entre os douradenses é o governador Reinaldo Azambuja", acrescenta.

Aliança


O deputado disse ainda que já tem o apoio de partidos como o PSD, o Solidariedade e o PTB e que vem mantendo conversas com o DEM e o PPS e o PMDB. Paralelo a isto, o parlamentar quer intensificar as conversações com as lideranças das demais agremiações políticas com o objetivo de formar uma ampla aliança em favor de Dourados. "Nosso projeto não será excludente, a não ser quanto ao combate à corrupção, pois não aceitaremos fazer concessões a quem, eventualmente, buscar a garantia de benesses em favor de interesses escusos", avisa. "Também não faremos concessões à incompetência e à má-vontade que, infelizmente, existe no poder público, apenas para garantir apoio político ou institucional", destaca.

Vereadores


Três vereadores de Dourados foram junto com o deputado Geraldo para o PSDB. São eles: Idenor Machado, que saiu do DEM, Nelson Sudário, que deixou o PSC, e o pastor Sérgio Nogueira, que saiu do PSB. Na quinta-feira houve cerimônia com o governador do Estado em que ambos assinaram ficha de filiação.


Indagado sobre as declarações do radialista Marçal Filho, de que está avaliando deixar o PSDB devido ao ingresso de Geraldo, o parlamentar pontuou que já havia mantido conversas anteriores com o radialista e que gostaria que ele ficasse no partido e na presidência.


O deputado Geraldo também falou sobre o sonho de ser prefeito. "Meu desejo é retribuir com mais trabalho, tudo aquilo que a cidade me proporcionou, desde que aqui cheguei, ainda menino, no final da década de 60", lembrou. "Por outras duas vezes trabalhei para isso, mas forças políticas que comandavam a política local e regional me impeliram a apoiar outros projetos, com a proposta de manter a chamada "governabilidade", ou a paz institucional. Desta vez, a população douradense não pode mais ser privada de avaliar o projeto que vamos levar às ruas", destaca.

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