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MS e PR unem esforços por integração

07 Fev 2011 - 22h26
Os governadores André Puccinelli e Beto Richa durante encontro em Curitiba - Crédito: Foto: Rachid WaquedOs governadores André Puccinelli e Beto Richa durante encontro em Curitiba - Crédito: Foto: Rachid Waqued
Campo Grande - O governador André Puccinelli e o governador do Paraná, Beto Richa, se reuniram ontem em Curitiba (PR), para unir esforços em torno de um projeto de integração ferroviária entre os dois estados. O objetivo é viabilizar a construção de um ramal interligando a Ferrovia do Pantanal, na região de Maracaju e Dourados, até Cascavel, no Paraná, passando por Mundo Novo e Guaíra.

O empreendimento é um dos nove projetos estratégicos do governo de Mato Grosso do Sul na área de infraestrutura e sua concretização vem sendo discutida por André desde sua primeira gestão, junto com os demais governos do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) e ao governo federal. “É uma obra fundamental.

Além de baratear o custo de escoamento da safra agrícola do centro-oeste e norte do Brasil, vai proporcionar o desenvolvimento econômico e social de toda a região e fortalecer o Porto de Paranaguá”, disse o governador paranaense, que assumiu em janeiro para seu primeiro mandato.

O traçado da ferrovia foi incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 1), do governo federal, em 2008. “Volto agora com a receptividade do governador Beto Richa, para que os interesses comuns dos nossos estados possam ser atendidos”, disse o governador André Puccinelli. “Queremos os dois estados unidos pela continuação do traçado da ferrovia Norte-Sul”, afirmou, com a expectativa de ver o projeto avançar com participação do novo governo do Paraná.

Pela proximidade geográfica e pelo volume transportado em outros portos, a saída por trem por Paranaguá é a melhor alternativa para escoar a produção da região centro-sul de Mato Grosso do Sul, que chega a 5 milhões de toneladas de grãos; 2,5 bilhões de litros de álcool; e 1,5 milhão de toneladas de açúcar para exportação, por ano. O governador Puccinelli busca a parceria administrativa do Paraná para a construção de um ramal de 350 km entre Dourados (MS) e Cascavel (PR). “O barateamento do frete que esta ferrovia proporcionará é muito vantajoso ao nosso estado e a movimentação econômica que os dois estados terão trará muito progresso socioeconômico”, afirma Puccinelli.


Na semana passada, André esteve com o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, e com o diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, para discutir uma adequação do traçado da ferrovia para atender melhor os interesses do Paraná e de Mato Grosso do Sul. O próximo passo é marcar uma audiência conjunta entre os parlamentares federais dos dois estados, para defender a idéia, que já foi aceita pela ANTT e pelo Ministério dos Transportes. Puccinelli acredita que o volume de mercadorias para transporte entre os dois estados deve atrair interesse da iniciativa privada ao projeto.

#####Ferroeste

O presidente da Ferroeste – ferrovia da qual o governo do Paraná é o maior acionista -, Mauricio Teodoro Quirino, disse que o projeto de uma ferrovia ligando Cascavel a Guaíra está pronto, e aguarda a alocação de recursos para iniciar a obra. O Exército Brasileiro também se colocou à disposição para fazer o acompanhamento do projeto e da execução da obra.

Quirino afirmou ainda que o produtor economiza em torno de um dólar por tonelada transportada por ferrovia em relação ao transporte rodoviário. “É um dinheiro a mais que fica na cadeia produtiva. No caso do Mato Grosso do Sul são aproximadamente 5 milhões de dólares apenas da safra de grãos. No Paraná podem ser pelo menos outros 8 milhões de dólares”, afirma o presidente da Ferroeste.

Outra vantagem é o tempo ganho no transporte. De caminhão, do Mato Grosso do Sul a Paranaguá a viagem dura em torno de três dias. Pela ferrovia, o percurso pode ser feito em 18 horas. “É tempo, rentabilidade, retorno do que o centro-oeste precisa, que são os fertilizantes e combustível para tratores e colheitadeiras no campo. É um grande ganho para toda a cadeia produtiva”, disse ele.

A reunião dos governadores aconteceu no Palácio das Araucárias, e teve as presenças do secretário estadual Carlos Alberto Menezes (Meio Ambiente, Planejamento, Ciência e Tecnologia); dos deputados federais Edson Giroto e Reinaldo Azambuja; dos secretários do governo paranaense José Richa Filho (Transportes e Obras Públicas), Cássio Taniguchi (Planejamento e Coordenação-geral), Luiz Carlos Jorge Hauly (Fazenda), José Durval Mattos do Amaral (Casa Civil); dos deputados federais Osmar Serraglio e Eduardo Sciarra; do presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Valdir Rossoni, e os deputado estaduais Maurício Quirino Theodoro e Plauto Miró.

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