Dourados – MS domingo, 27 de setembro de 2020
Dourados
36º max
24º min
Política

Moro cita Watergate e valida grampo entre Dilma e Lula

18 Mar 2016 - 09h46
Moro diz que não vai excluir das investigações conversa telefônica interceptada pela PF entre Dilma e Lula. - Crédito: Foto: Augusto Dauster/AJUFE - ArquivoMoro diz que não vai excluir das investigações conversa telefônica interceptada pela PF entre Dilma e Lula. - Crédito: Foto: Augusto Dauster/AJUFE - Arquivo
O juiz federal Sérgio Moro decidiu ontem (17) que não vai excluir das investigações da Operação Lava Jato conversa telefônica interceptada pela Polícia Federal entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para o juiz, não há "maiores problemas’ no fato de o grampo ter ocorrido após ordem dele para paralisar o monitoramento de Lula.


"Não havia reparado antes no ponto, mas não vejo maior relevância. Como havia justa causa e autorização legal para a interceptação, não vislumbro maiores problemas no ocorrido, valendo, portanto, o já consignado na decisão do evento 135".


No despacho proferido na manhã de ontem, o juiz citou o caso Watergate, que culminou com a renúncia do então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, em 1974, para justificar que o presidente da República não tem garantia absoluta da privacidade de suas ligações.


"Ademais, nem mesmo o supremo mandatário da República tem um privilégio absoluto no resguardo de suas comunicações, aqui colhidas apenas fortuitamente, podendo ser citado o conhecido precedente da Suprema Corte norte-americana em US v. Nixon, 1974, ainda um exemplo a ser seguido", acrescentou.


Além disso, Moro esclareceu que ele não monitorou as ligações de Dilma, que tem foro por prorrogativa de função e não pode ser monitorada pela primeira instância da Justiça. "A circunstância do diálogo ter por interlocutor autoridade com foro privilegiado não altera o quadro, pois o interceptado era o investigado [Lula] e não a autoridade, sendo a comunicação interceptada fortuitamente".

Grampos da OI


A Polícia Federal (PF) informou ontem ao juiz federal Sérgio Moro que aparelhos celulares da operadora OI que foram grampeados na Operação Alethéia, que teve o ministro da Casa Civil Luiz Inácio Lula da Silva e parentes dele como alvo, continuam sendo interceptados. Anteontem (16), o juiz determinou que todos os monitoramentos fossem suspensos.


Ao juiz, a PF disse que as ordens de que os grampos sejam suspensos foram enviados às operadoras, mas não foram cumpridos simultaneamente. Os delegados também afirmaram que o órgão não tem poderes para parar o monitoramento. Os grampos de outras operadoras foram paralisados na quarta-feira. "Cabe informar que não existe a possibilidade de que a Polícia Federal interrompa um monitoramento, pois somente a operadora tem essa ferramenta".

Deixe seu Comentário

Leia Também

Eleições 2020: termina hoje prazo para pedir registro de candidatura
Política

Eleições 2020: termina hoje prazo para pedir registro de candidatura

26/09/2020 10:39
Eleições 2020: termina hoje prazo para pedir registro de candidatura
TRE do Rio torna prefeito Crivella inelegível até 2026 por abuso de poder político
Política

TRE do Rio torna prefeito Crivella inelegível até 2026 por abuso de poder político

24/09/2020 18:12
TRE do Rio torna prefeito Crivella inelegível até 2026 por abuso de poder político
Marçal destina R$ 1,1 milhão em emendas para saúde de 10 cidades de MS
recursos

Marçal destina R$ 1,1 milhão em emendas para saúde de 10 cidades de MS

24/09/2020 16:05
Marçal destina R$ 1,1 milhão em emendas para saúde de 10 cidades de MS
Alan Guedes registra candidatura à Prefeitura de Dourados
Eleições 2020

Alan Guedes registra candidatura à Prefeitura de Dourados

24/09/2020 12:03
Alan Guedes registra candidatura à Prefeitura de Dourados
TSE atualiza aplicativo Pardal, que recebe denúncias sobre eleições
Eleições 2020

TSE atualiza aplicativo Pardal, que recebe denúncias sobre eleições

22/09/2020 18:36
TSE atualiza aplicativo Pardal, que recebe denúncias sobre eleições
Últimas Notícias