Dourados – MS quarta, 24 de fevereiro de 2021
Dourados
35º max
24º min
Influx
Lama Asfáltica

Justiça aceita três denúncias da Lama Asfáltica contra 13 acusados

22 Jul 2016 - 07h59Por Fotos: Marcos Ribeiro
Justiça aceita três denúncias da Lama Asfáltica contra 13 acusados -

A Justiça Federal aceitou três denúncias, resultados da operação Lama Asfáltica, contra 13 denunciados pelos crimes de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público Federal (MPF) foram desviados de obras pública do governo de Mato Grosso do Sul cerca de R$ 45 milhões durante as gestões do ex-governador André Puccinelli (PMDB), entre os anos de 2007 e 2014.

Entre os acusados, estão o ex-secretário estadual de Obras e Transportes e ex-deputado federal, Edson Giroto; o ex-deputado estadual e ex-prefeito de Paranaíba, Wilson Roberto Mariano de Oliveira; e o empresário João Alberto Krampe Amorim dos Santos.

Também respondem pelos crimes Flávio Henrique Garcia Scrocchio – cunhado de Giroto; Rachel Rosana de Jesus Portela Giroto – mulher de Giroto -; engenheiro João Afif Jorge; Mariane Mariano de Oliveira Dornellas e Maria Helena Miranda de Oliveira – filha e mulher do ex-prefeito de Paraníba, respectivamente; o arquiteto João Pedro Figueiró Dornellas; Ana Paula Amorim Dolzan, Ana Lúcia Amorim e Renata Amorim Agnoletto – filhas de João Amorim -; e Elza Cristina Araújo dos Santos – secretária e sócia de Amorim.

O advogado Benedicto Figueiredo, que representa a família de Amorim disse que vai apresentar a defesa no processo. O advogado de João Afif não atendeu às ligações. Os outros advogados negam as acusações.
A organização criminosa era composta de políticos, funcionários públicos com vínculo estatutário e contratual com o estado, além de administradores de empresas contratadas pelo Poder Executivo. As denúncias apontam para a lavagem de dinheiro de cerca de R$ 45 milhões, por meio da aquisição de fazendas em nome de parentes.

A investigação revelou que o grupo funcionou, ao menos, de 2007 até 2014, durante a gestão de Puccinelli. De acordo com o MPF, as movimentações eram mais evidentes na Secretaria Estadual de Obras Públicas e de Transportes (Seop) e na Agência Estadual de Gestão de Empreendimento (Agesul).

Os recursos públicos desviados eram provenientes do estado, União e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Bloqueio de bens

Apesar de não ter sido denunciado, a Justiça decretou o bloqueio de R$ 43.169.512,16 milhões em bens do ex-governador André Puccinelli e do sócio da gráfica Alvorada, Mirched Jafar Júnior. O valor é referente para cada um dos investigados, que estariam envolvidos em um suposto esquema de desvio de recursos referentes a obras públicas e a aquisição de livros, por meio de licitações fraudulentas.

O bloqueio, segundo a Polícia Federal (PF), foi decretado com base na análise de documentos, celulares e arquivos de computador apreendidos na 2ª fase da operação Lama Asfáltica, a "Fazendas de Lamas". Nessa fase, foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão, 15 de prisão temporária e 24 mandados de sequestro de bens de investigados.

Os mandados foram cumpridos nas casas do empresário João Amorim, do ex-secretário de Obras, Edson Giroto, e da secretária de Amorim, Elza Amaral. Além de Campo Grande, também tiveram mandados para Rio Negro (MS), Curitiba, Maringá (PR), Presidente Prudente (SP) e Tanabi (SP).

Foi nessa fase que 15 pessoas foram presas, entre elas 10 réus. Depois a justiça converteu em prisão preventiva de oito acusados incluindo do ex-secretário, ex-prefeito de Paranaíba e do empreiteiro.

Primeira fase

No último mês de fevereiro, o Ministério Público do Estado (MP-MS), denunciou 40 pessoas por envolvimento em corrupção em obras públicas de Mato Grosso do Sul. Esses denunciados tinham sido investigados pela PF. Na época, R$ 84 milhões em bens foram bloqueados.

A operação Lama Asfáltica foi deflagrada em 9 de julho, cumprindo 19 mandados de busca e apreensão em residências de investigados e em empresas que tinham contratos com o poder público. A PF e a Receita Federal também foram à Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra). De acordo com o secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, quatro servidores foram afastados na época.

Na lista de obras investigadas na primeira fase estão o Aquário do Pantanal e as rodovias MS-171, MS-228 e MS-187. Todas foram executadas na administração de André Puccinelli (PMDB). Na época, a assessoria do ex-governador informou que "todas as contratações seguiram rigorosamente a legislação vigente e aplicável ao caso" e "os pagamentos efetuados foram feitos após verificação dos fiscais de cada uma das obras.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Bolsonaro entrega medida provisória para privatização da Eletrobras
Política

Bolsonaro entrega medida provisória para privatização da Eletrobras

24/02/2021 09:11
Bolsonaro entrega medida provisória para privatização da Eletrobras
Em Brasília, Alan participa de reunião da bancada federal e de evento no Palácio do Planalto
Política

Em Brasília, Alan participa de reunião da bancada federal e de evento no Palácio do Planalto

23/02/2021 16:40
Em Brasília, Alan participa de reunião da bancada federal e de evento no Palácio do Planalto
Volta presencial nas escolas estaduais de MS depende do Prosseguir, diz secretária
Educação

Volta presencial nas escolas estaduais de MS depende do Prosseguir, diz secretária

23/02/2021 08:32
Volta presencial nas escolas estaduais de MS depende do Prosseguir, diz secretária
Reinaldo Azambuja anuncia troca de secretários
Política

Reinaldo Azambuja anuncia troca de secretários

22/02/2021 12:42
Reinaldo Azambuja anuncia troca de secretários
Projeto duplica pena para tortura cometida contra crianças e gestantes
Política

Projeto duplica pena para tortura cometida contra crianças e gestantes

22/02/2021 11:55
Projeto duplica pena para tortura cometida contra crianças e gestantes
Últimas Notícias