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Julgamento no TSE pode frustrar ânimos de aliados de Michel Temer em MS

25 Abr 2016 - 06h00
Senadores Moka e Simone deverão votar a favor do impeachment da presidente Dilma. - Crédito: Foto: DivulgaçãoSenadores Moka e Simone deverão votar a favor do impeachment da presidente Dilma. - Crédito: Foto: Divulgação
O possível julgamento, pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), de ações que pedem a cassação da chapa encabeçada pela presidente Dilma Rousseff, tendo como vice Michel Temer (PMDB-SP), pode frustrar os ânimos de aliados do peemedebista, principalmente em Mato Grosso do Sul, que já se articulam na composição de ministérios com o iminente afastamento da petista do Palácio do Planalto.


Na prática, uma decisão do TSE pela cassação da chapa majoritária vencedora permitirá novas eleições presidenciais no Pais.


Há dias, a ministra Maria Thereza de Assis Moura, do TSE, determinou a busca de novas provas, realização de perícias e coleta de mais depoimentos nas ações apresentadas pelo PSDB que pedem a cassação dos mandatos da presidente Dilma Rousseff e do vice-presidente Michel Temer.


Ela também atendeu pedidos dos autores das ações para pedir compartilhamento de processos e documentos da Lava Jato que correm no Paraná e investigações sobre o tema em andamento no STF (Supremo Tribunal Federal).


O TSE  analisa quatro ações movidas pelo PSDB com objetivo de cassar a chapa vencedora Dilma-Temer, o que poderia levar à convocação de novas eleições presidenciais.


Joga mais lenha nessa fogueira a prisão do publicitário João Santana, responsável por campanhas do PT, por suspeita de ter recebido recursos irregulares como pagamento de seus serviços ao partido da presidente.
Depois da admissibilidade do processo de impeachment passar com tranquilidade pelo plenário da Câmara dos Deputados, Dilma enfrenta agora nova batalha no Senado.


Em Mato Grosso do Sul, o grupo político do ex-governador André Puccinelli (PMDB) já cogita inclusive indicar correligionários para compor ministério caso Temer seja efetivado no cargo. Os nomes dos senadores Waldemir Moka e Simone Tebet surgem com opções de escolha para o Ministério das Cidades.


No entanto, o plano dos peemedebistas pode cair por terra na eventualidade de o TSE julgar e cassar a chapa antes que o processo de impeachment seja apreciado pelo Senado.


Aliás, a possibilidade da realização de novas eleições no país já é defendida dentro do próprio Partido dos Trabalhadores, apesar da resistência de alguns caciques que apostam num resultado favorável a Dilma no plenário do Senado.

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