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Impeachment

Comissão ouve hoje autores do pedido de impeachment de Dilma

28 Abr 2016 - 06h00
Presidente da Comissão, Raimundo Lira - Crédito: Foto: Antonio Cruz/ Agência BrasilPresidente da Comissão, Raimundo Lira - Crédito: Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
A Comissão Especial do Impeachment ouvirá nesta quinta-feira (28), às 16h, os autores do pedido de impedimento da presidente Dilma Rousseff: os juristas Miguel Reale Jr., Janaina Paschoal e Hélio Bicudo. Na sexta-feira (29), às 9h, será a vez de o governo se defender. Para isso, foram escalados o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, e o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa.
Na reunião de ontem (27) a comissão definiu os nomes dos especialistas que irão ao colegiado para apresentarem seus argumentos contra e a favor do impedimento da presidente Dilma Rousseff.


Conforme os requerimentos aprovados, para o dia 2 de maio, a pedido dos oposicionistas, estão convidados o procurador Júlio Marcelo de Oliveira, do Ministério Público do Tribunal de Contas, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Velloso e o professor de Direito José Maurício Conti. A reunião será às 10h30.


Por sugestão dos governistas, serão ouvidos no dia 3 de maio os professores Geraldo Luiz Mascarenhas Prado e Ricardo Lodi Ribeiro, além do ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Marcello Lavenère.
Com isso, a comissão fechou seu calendário de atuação até o dia 6 de maio, data prevista para votação do relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG).


Banco do Brasil


Sob protestos de alguns senadores, os líderes governistas conseguiram aprovar a inclusão de um representante do Banco do Brasil entre os nomes dos convidados. A questão levantou polêmica na reunião.


Os senadores Alvaro Dias (PV-PR) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) não concordaram com a iniciativa.
"Não vejo por que buscar explicações de um banco público que sofreu com o modo errado que a presidente agiu. O governo quer jogar a responsabilidade para o diretor da área rural do BB e dos gerentes nas agências. Eles são apenas operadores de uma ordem. O Banco do Brasil não é responsável pelo Plano Safra, é mero operador", disse Caiado.


Os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Gleisi Hoffmann (PT-PR) rebateram o argumento e perguntaram por que os oposicionistas se oporiam a ouvir um representante do banco estatal.


"Queremos apenas que o banco explique o contrato de prestação de serviços com o governo federal, que é a operação do Plano Safra. Não precisa temer. Na realidade, não querem alguém do banco aqui porque vai desmascarar essa tentativa de atribuir à presidenta um crime que ela não cometeu", afirmou Gleisi.

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