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Política

Câmara investiga distribuição de casas

09 Mai 2011 - 22h41
Vereador Vanderlei Cabeludo não havia se manifestado sobre as denúncias, até a manhã de ontem - Crédito: Foto : DivulgaçãoVereador Vanderlei Cabeludo não havia se manifestado sobre as denúncias, até a manhã de ontem - Crédito: Foto : Divulgação
CAMPO GRANDE - Faltando cerca de um ano e meio para as eleições do ano que vem, a Câmara de Vereadores de Campo Grande se debruça num assunto polêmico e delicado, se levado em consideração o projeto de reeleição da maioria dos representantes do povo. É que a Mesa Diretora da Casa e a Agehab (Agência de Habitação do Município) deram início a investigações para saber a veracidade sobre suposto uso político na distribuição de casas populares na cidade por integrantes do legislativo.

As denúncias sobre as supostas irregularidades partiram do ex-assessor parlamentar Celso Roberto Costa, popularmente conhecido por “Mário Covas”, que até pouco tempo prestava serviço no gabinete do vereador Vanderlei Cabeludo (PMDB), apontado por ele como o operador de tal esquema.



Ao mesmo tempo em que o presidente da Câmara, Paulo Siufi (PMDB), ressaltou que aguarda mais informações sobre o suposto esquema, ele informou que agirá com firmeza caso as denúncias feitas acerca do caso se confirmarem.
Em entrevista à imprensa da Capital, na última quinta-feira, Costa denunciou que o esquema funcionaria dentro do gabinete de Cabeludo. Ele também disse que membros do governo do Estado, atrelados ao vereador, igualmente atuariam no “esquema politizado” de distribuição de casas.

Siufi disse que as informações que possuía, até o final de semana, sobre o caso, foram extraídas de matérias veiculadas na imprensa. “Para tentar esclarecer os fatos vou chamar o vereador (Vanderlei Cabeludo) para uma conversa para me inteirar do assunto. Quero ouvir a versão dele, que é uma pessoa correta e não acredito que esteja envolvido nisso”, disse Siufi no domingo, ao ser abordado sobre a suposta irregularidade.

O presidente da Câmara falou que, caso encontrar vestígios de que as denúncias possam ter consistência, vai exigir que o caso seja investigado.
Em paralelo às providências que Siufi avisou que vai tomar, nesta segunda-feira, a Agehab começou a convocar, por meio do Diário Oficial do Município, servidores que teriam sido beneficiados com o suposto esquema que teria funcionado no gabinete de Cabludo. Ao todo 111 pessoas estão sendo chamadas para esclarecer o modo como tiveram acesso às moradias.

O CASO

As denúncias envolvendo a entrega irregular de moradias populares na Capital foram feitas na última quinta-feira (5) pelo ex-assessor de Vanderlei Cabeludo. Ele revelou que no gabinete do vereador funcionava uma espécie de “balcão de negócios” envolvendo a distribuição de casas populares.

A suposta fraude funcionaria assim: famílias que procuravam a Agehab e até mesmo o governo do Estado para obterem a casa própria, tinham que pagar taxas de R$ 600 para contar com o privilégio de ingressarem no topo dos cadastros dos interessados.

As denúncias de Costa o levaram à prisão na sexta-feira de manhã. Ele foi levado à sede do Garras (Grupo Armado de Repressão a Assaltos, Roubos e Sequestros), onde permanecia, incomunicável, até a manhã desta segunda-feira.

Entre os motivos que o levaram à prisão estaria o fato de moradores que teriam sido abordados para o pagamento da taxa denunciada por ele, terem o reconhecido como um dos operadores do tal esquema.

Inclusive, Costa teria sido visto recebendo os valores cobrados dos interessados pelo privilégio desses encabeçarem a lista dos contemplados com os primeiros lugares da fila de espera.

Por sua vez o vereador Vanderlei Cabeludo não havia se manifestado sobre as denúncias, até a manhã desta segunda.

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