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Bens de candidatos a prefeito de Dourados somam R$ 13 milhões

Cada candidato a prefeito de Dourados poderá gastar até R$ 1.454.769,73 na campanha

13 Out 2020 - 13h02Por Luiz Guilherme, especial para O PROGRESSO
Bens de candidatos a prefeito de Dourados somam R$ 13 milhões - Crédito: Renato Giansante Crédito: Renato Giansante

Dourados tem sete candidatos a prefeito e pode-se afirmar que há dois extremos, já que alguns declararam na Justiça Eleitoral, por meio do DivulgaCandContas patrimônios milionários que juntos somam mais de R$ 13 milhões. Do outro lado, aparece o candidato pelo PMN (Partido de Mobilização Nacional), Jeferson Bezerra que declarou não possuir bens.

O postulante ao Executivo que declarou patrimônio maior entre todos os demais candidatos é o deputado estadual, Barbosinha (DEM), da coligação ‘Reconstruir é o nosso desafio’. Em terrenos adquiridos por ele em Dourados e Campo Grande, são ao todo, R$ 1.422.412,71 milhões, por exemplo. Investimentos denominados VGBL (Vida Gerador de Beneficio Livre) do Banco do Brasil S/A, Brasilprev VGB somam R$ 1.450.648,00 milhão.

E o patrimônio do deputado cresceu. Em 2018, quando concorreu às eleições gerais como candidato a deputado estadual e eleito passou a ocupar uma cadeira da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), o político declarou na época, patrimônio total de R$ 9,9 milhões. Além dos investimentos, o político possui salas comerciais em Dourados e Campo Grande. Todos os bens constam no DivulgaCandContas.

Outro candidato a ocupar o lugar da prefeita Délia Razuk (PTB), é o Mauro Thronicke, do PSL, partido que em 2018 elegeu o atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.  Em segundo lugar na lista de patrimônios, o político possui bens avaliados em R$ 2.918.650,56. Pela venda de uma única fazenda, ele recebeu R$ 900 mil.

Em terceiro lugar aparece, o professor João Carlos, o Joca, do Partido dos Trabalhadores. No DivulgaCandContas, o total de bens declarados por ele superam R$ 348 milhões, o que, no entanto, não confere. O PROGRESSO entrou em contato com o professor, e o mesmo alegou ter ocorrido um erro de digitação, sendo assim, o seu patrimônio é, na verdade, avaliado em R$ 659.319,33.

O advogado Wilson Matos (PTB) declarou patrimônio total de R$ 194.501,64. Desse montante, R$ 62.100,00 de disponibilidade em Caixa Dinheiro em espécie - moeda nacional.

O farmacêutico e bioquímico, Racib Harb, declarou possuir bens avaliados em R$ 35 mil, sendo um carro Uno Vivave, 2013, no valor de R$ 20 mil, e um VW Gol, 2012/2013, de R$ 15 mil. No pleito de 2012, quando tentou vaga na Câmara Municipal de Dourados, foram declarados por ele R$ 15 mil, tratando-se um carro Brasília.

Alan Guedes, vereador e atual presidente da Casa de Leis, que concorre à prefeitura pelo PP, na coligação ‘Respeito por Dourados’, declarou um total de bens avaliado em R$ 25.172,9. O patrimônio de maior valor é referente a um carro Corsa Hatch Maxx, 2011, de R$ 14.500. Em 2018, quando disputou as eleições para deputado federal, o mesmo veículo foi declarado e avaliado em R$ 17.500.

O único candidato que disse não possuir bens, e como já mencionado no início da reportagem, é o jornalista Jeferson Bezerra. Quando tentou ver vereador nas últimas eleições municipais, em 2016, ele declarou à Justiça Eleitoral R$ 10 mil em moeda corrente.

Patrimônio dos vices

O PROGRESSO também elencou os patrimônios declarados pelos candidatos a vice-prefeito, e a soma dos bens declarados chega a quase R$ 3 milhões, sendo um considerado milionário. Dois não informaram qualquer bem à Justiça Eleitoral.

De acordo com o DivulgaCandContas, o médico Doutor Guto (PL), vice de Alan Guedes (PP), declarou R$ 2.212.482,45. A maior parte é fruto de uma casa descrita como edificação residencial de alvenaria localizada no Ecoville Dourados, no valor de R$ 1.800.000,00.

Já o vice de Barbosinha (DEM), o ex-deputado Valdenir Machado (PSDB), informou R$ 394.469,26 em patrimônio. Desse total, uma casa com área de 420,00 metros no distrito de Panambi corresponde a R$ 245.000,00.

O bancário João Fabiano Davansso (PSL), vice de Mauro Thronicke (PSL), declarou R$ 267.078,05 de patrimônio. De quotas ou quinhões de capital da Davansso Inacio Educacional Ltda são R$ 75.000,00.

Lourdes Castro (PT), vice de João Carlos-Joca (PT), informou possuir R$ 72.000,00. Maior parte desse montante é referente a um veículo Fiat Strada ano 2010, avaliado em R$ 29.000,00.

A vice de Racib Harb (Republicanos), a professora Dilvania Todescato (Republicanos) declarou R$ 20.000,00 em bens, todo o valor correspondente a um veículo Celta ano 2013.

O motorista Messias (PMN), vice de Jeferson Bezerra (PMN), e o professor Léo (PTB), vice de Wilson Matos (PTB), também não declararam patrimônio.

Limite de gastos

 

Importante destacar que, de acordo com o STE, cada candidato a prefeito do maior colégio eleitoral do interior de Mato Grosso do Sul, poderá gastar até R$ 1.454.769,73 na campanha. O montante foi estabelecido em atendimento à Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) e quem desrespeitar os limites “pagará multa no valor equivalente a 100% da quantia que ultrapassar o teto fixado, sem prejuízo da apuração da prática de eventual abuso do poder econômico”.

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