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Serviço ‘terceirizado’ do PCC pode ter executado jornalista brasileiro, diz polícia paraguaia

Quem teria ordenado a execução de Léo Veras, seria Ryguasu, que está preso em Dourados, revela comissário

24 Fev 2020 - 10h00Por Marcos Morandi/Midiamax
Jeep apreendido teria sido usado no dia do crime - Crédito: ABC ColorJeep apreendido teria sido usado no dia do crime - Crédito: ABC Color

A execução do jornalista brasileiro Léo Veras, em Pedro Juan Caballero, enquanto jantava com a família,  pode ter sido ordenda pela facção criminosa brasileira PCC (Primeiro Comando da Capital). A afirmação é do comissário Gilberto Fleitas, chefe do Departamento Contra o Crime Organizado da Polícia Nacional do Paraguai, durante entrevista à emissora de rádio paraguaia ABC 98.5 FM, nesta segunda-feira (24).

A autoridade policial confirmou que as armas usadas na execução coincidem com as utilizadas em outros crimes do PCC na região e que os “chefões” do crime organizado na fronteira se passam por poderosos “empresários” para “terceirizar” a contratação de pistoleiros. Gilberto Fleitas acrescenta que os nove suspeitos presos no sábado (22) teriam sido contratados para cometer o crime contra Léo Veras.

Segundo o comissário, o que levou a polícia a essas conclusões foi a apreensão do veículo que supostamente teria sido usado na execução, ou seja, um Jeep Renegade de cor branca.

Os criminosos apontados como mandantes do assassinato de Léo Veras são integrantes da estrutura criminal liderada pelos narcotraficantes Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, mais conhecido como “Minotauro”, e Ederson Salinas Benítez, o “Ryguasu”, ambos já presos no Brasil, e Márcio Sánchez, o “Aguacate”.

A Polícia entende que foi Waldemar Pereira Rivas, o “Cachorrão”, que continua foragido, que teria executado o jornalista brasileiro. Uma das nove pessoas presas no sábado é Cintya Raquel Pereira Leite, irmã de “Cachorrão”, que tem uma condenação pendente de 17 anos de prisão no Brasil e deve  ser  será expulsa do Paraguai e entregue às autoridades brasileiras.

Ela é apontada como a pessoa que dirigia o Jeep Renegade no momento em que foi utilizado na execução de Léo Veras. De acordo com o comissário de Polícia, “Cachorrão” é proprietário de uma série de locais na fronteira onde desova veículos roubados no Brasil e costuma executar serviços de pistolagem para o PCC.

“Os chefões da facção criminosa se passam por empresários e vivem em mansões luxuosas ou hotéis. Esses homens terceirizam os pistoleiros e agora temos de entender como funciona essa estrutura”, declarou.

O comissário também revelou que Ryguasu, que está preso em Dourados, teria ordenado a execução de Léo Veras porque o jornalista teria alertado as autoridades brasileiras de quem realmente se tratava o criminoso. No dia de sua prisão, em Ponta Porã, durante uma discussão no trânsito, ele apresentou uma identidade falsa e seria libertado com o pagamento de uma fiança.

Ainda segundo o comissário, após a suposta intervenção de Léo Veras, a Polícia do Brasil teria descoberto sua verdadeira identidade e Ryguasu foi transferido para Dourados. Ao ser informado sobre o que tinha acontecido, ele determinou que pistoleiros executassem o jornalista brasileiro.

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