Dourados – MS quarta, 18 de setembro de 2019
Polícia

Morte no cinema foi ocasionada por disputa de poltrona

09 Jul 2019 - 10h59Por Redação
Delegado contou a versão apresentada pelo autor dos disparados e os próximos passos da ocorrência - Crédito: Cido CostaDelegado contou a versão apresentada pelo autor dos disparados e os próximos passos da ocorrência - Crédito: Cido Costa

A polícia civil de Dourados, através do Setor de Investigações Gerais (SIG), ouviu o autor dos disparos de arma de fogo que matou o bioquímico Júlio Cesar Cerveira Filho dentro da sala de cinema na tarde de segunda-feira e este disse que o homem morto ocupava o lugar que ele teria comprado para assistir ao filme “Homem Aranha” com dois filhos.

Durante o depoimento, segundo o SIG, o autor seria um policial militar lotado na Ambiental (PMA) e pediu para que um jovem que acompanhava Júlio César deixasse o lugar para ele ocupar com os filhos. O policial disse que foi hostilizado e iniciou uma discussão.

“Em certo momento, segundo o autor dos disparos, o homem levantou e passou a desferiu socos contra ele que se esquivou. Depois, o homem tentou agredir o filho do policial militar que também se defendeu, mas teve o rosto arranhado pelo golpe”, disse o delegado Rodolfo Daltro revelando a versão do policial.

O delegado disse ainda que ouviu que o policial tentaria sair para chamar a segurança, mas teve a blusa agarrada pelo homem. “Nesse momento, mais uma vez segundo o depoimento do autor, ele se identificou como policial, sacou a arma, mas mesmo assim o homem não se intimidou com tal fato e teria partido para cima dele novamente. Os dois então, teriam caída e a arma disparada de forma acidental”, relatou o delegado ao ouvir a versão do acusado.

Ainda segundo o delegado, uma testemunha teria visto até o momento que os dois envolvidos estariam saindo do local, mas disse que o policial estava atrás. O caso foi analisado e com base nos depoimentos foi feito o flagrante do policial por homicídio simples, sem qualificação e o caso será encaminhado ao 2º DP para seguir os procedimentos de análise. A arma foi apreendida e não era do Estado e sim particular e não legalizada, de acordo com Daltro.

O policial segue detido no batalhão da Polícia Militar e o flagrante foi comunicado ao Ministério Público que analisará o caso e decidirá se o autor terá a prisão preventiva ou não em audiência de custódia ainda nesta terça-feira.

O caso

Nesta segunda-feira (8), um homicídio foi registrado dentro da sala 1 do cinema no shopping de Dourados. O crime aconteceu após uma discussão e foi presenciado pelas pessoas que estavam dentro da sala, muitas delas crianças. Após o disparo da arma houve tumulto na saída e muitas pessoas alegaram momentos de pânico. 

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