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Ministro da Justiça diz em MS que fugitivos estão sendo monitorados

22 Jul 2016 - 17h00
Ministro da Justiça diz em MS que fugitivos estão sendo monitorados -
Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse durante visita a Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz fronteira com Mato Grosso do Sul, nesta sexta-feira (22), que os dois fugitivos supostamente ligados com terroristas do Estado Islâmico estão sendo monitorados e que "não há informação de que estejam no Paraguai". O ministro, no entanto, não deu detalhes de como está ocorrendo este monitoramento.


Moraes disse ainda que a visita já estava agendada por ser o último dia da operação "Nova Aliança 13", em que a Secretaria Nacional Antidroga do Paraguai (Senad) destruiu plantações de maconha e droga pronta para o tráfico. "Não tem absoluta ligação, a visita já estava agendada porque é o último dia da operação", afirmou. Nesta sexta-feira foram transferidos para o presídio federal de Campo Grande os 10 presos por suspeita de ligação com terroristas.


Ainda conforme Moraes, o monitoramento ocorre para se ter absoluta certeza sobre a intenção dos fugitivos. "Estas duas pessoas estão sendo rastreadas e monitoradas para cumprirmos os mandados de prisão", disse o ministro.


O ministro voltou a dizer que o o grupo seria amador. "A sequência da investigação vai mostrar que alguém que procura uma arma, um fuzil pela internet, alguém que, dias antes da Olímpiada, determine que outros iniciem um curso de lutas marciais, são amadores", avaliou.


Moraes também não descartou a possibilidade de um ataque terrorista durante os Jogos Olímpicos, mas, ressaltou que a probabilidade de um ato acontecer pequeno. "A probabilidade de atentado no Brasil é mínima, conforme nossas agências e as agências internacionais. Possibilidade há em qualquer lugar do mundo e não estamos tratando este fato com absoluta tranquilidade, mas com absoluto rigor qualquer informação", ressaltou.


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A duas semanas do início da Olimpíada do Rio, a Polícia Federal (PF) realizou na quinta (21), durante a manhã, uma ação sigilosa de combate ao terrorismo. Dez pessoas foram presas, em sete estados, de acordo com o Ministério da Justiça.


São Paulo teve quatro prisões, Rio Grande do Sul, Paraná, Paraíba, Rio de Janeiro, Ceará e Amazonas todos tiveram uma prisão em casa. Foram as primeiras prisões no Brasil com base na recente lei antiterrorismo, sancionada em março pela presidente afastada, Dilma Rousseff. Também foram as primeiras detenções por suspeita de ligação com o grupo terrorista Estado Islâmico, que atua no Oriente Médio, mas tem cometido atentados em várias partes do mundo.


Além das prisões, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em dez estados – São Paulo (8); Goiás (2); Amazonas (2); Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Paraíba, Ceará, Minas Gerais e Mato Grosso (um em cada). Houve ainda duas conduções coercitivas, em São Paulo e Minas Gerais.


Moraes disse que o grupo mencionava a intenção de comprar um fuzil AK-47 em uma loja clandestina no Paraguai. Eles costumavam se comunicar pela internet, por meio dos aplicativos de mensagem instantânea WhatsApp e Telegram.


WhatsApp


Questionado sobre como foi o monitoramento dos suspeitos, já que o WhatsApp foi bloqueado mais de uma vez pela Justiça brasileira justamente por não fornecer dados para investigações, o ministro inicialmente não quis responder. Depois disse que revelar como se deu o monitoramento atrapalharia a investigação.


O suposto chefe do grupo, informou Moraes, é de Curitiba. Um suspeito foi preso em Manaus. Outro, de 26 anos, foi detido na área rural do município gaúcho de Morro Redondo, em uma localidade chamada de Açoita Cavalo. Em São Paulo, as prisões ocorreram em Amparo, Campinas, Guarulhos e na capital.


De acordo com a Polícia Federal, o juiz Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara da Justiça Federal do Paraná, expediu 12 mandados de prisão temporária por 30 dias, podendo ser prorrogadas por mais um mês. Moraes afirmou que os dois suspeitos ainda soltos estavam no "radar" dos policiais e que devem ser detidos em breve.
O juiz também expediu dois mandados de condução coercitiva (quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento) e 19 de busca e apreensão. Conforme Alexandre de Moraes, um dos mandados de condução coercitiva é contra o diretor-presidente de uma ONG, para que esclareça palestras em que teria feito apologia ao Estado Islâmico.

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