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Policia

Laudos podem inocentar Professor

08 Jun 2011 - 22h45
O fato foi registrado na Delegacia da Mulher - Crédito: Foto: Hédio Fazan/PROGRESSOO fato foi registrado na Delegacia da Mulher - Crédito: Foto: Hédio Fazan/PROGRESSO
DOURADOS – Ficaram prontos ontem e já foram encaminhados para o Ministério Público Estadual (MPE), os resultados das análises periciais, feitas no pen drive e no computador da família do professor, de 36 anos, que está sendo acusado pela ex-mulher de pedofilia e de armazenar materiais pornográficos de crianças e adolescentes.

Os dois laudos são peças fundamentais no processo e podem inclusive, comprovar a inocência do réu, que permanece preso numa das celas da Penitenciária Harry Amorim Costa (Phac).

Os levantamento devem provar se o professor de fato tirou fotos ou gravou imagens de garotas menores de idade, bem como armazenou materiais pornográficos com fotografias e filmes contendo crianças e adolescentes. Se não existirem provas que comprovem os crimes denunciados pela ex-esposa, ele poderá inclusive ser absolvido das acusações e ganhar a liberdade.

A reportagem procurou o assistente de acusação, o advogado Isaac Duarte de Barros Júnior, para saber quais os novos passos do processo, agora com a chegada dos laudos, mas não conseguiu encontrá-lo.

A defesa do professor, o advogado Maurício Rasslan, disse ao O PROGRESSO, que já analisou os laudos. “Tanto o resultado da perícia, quanto os depoimentos colhidos em juízo reforçam a minha tese, de que meu cliente é inocente das acusações feitas pela sua ex-mulher”, enfatiza o jurista.

Rasslan adianta que os laudos não mostram nenhuma fotografia de aluna do professor, o que muitos pais temiam. Ele disse ainda que grande parte dos filmes e fotos foram salvas de sites da internet e não deixam claro se é ou não de crianças ou adolescentes. “Os laudos mostram que quem usava mais o computador era a ex-mulher dele e a filha, inclusive nos horários que ele estava em sala de aula, trabalhando, tanto é que os peritos conseguiram resgatar apenas dois endereços eletrônicos no notebook e nenhum deles era do meu cliente”, ressaltou.

O jurista argumenta ainda que existem muitas contradições nos depoimentos colhidos pela delegada, pelo Ministério Público e em juizo. “Estou indignado com a condução do inquérito policial. Mesmo sabendo que haviam outras pessoas diretamente envolvidas no caso, dentre elas dois adolescentes, sendo que um deles teria ameaçado a garota, para que ficasse com ele e feito com que ela tirasse a roupa em frente a camera do computador, a delegada, que conduz as investigações, se quer pediu as apreensões dos computadores desses envolvidos para que também fossem periciados”, desabafou Maurício Rasslan.

Outro fato informado pelo advogado é que a ex-esposa do acusado teria acesso ao e-mail e a senha, que o professor usava no MSN. “Diante disso coloquei a disposição da Justiça tanto o endereço eletrônico, quanto a senha do meu cliente, para possam fazer a quebra de sigilo e assim realizar uma fiscalização mais detalhada. O laudo está claro ele diz que não existem elementos suficientes para determinar que o material armazenado no computador é pornografia infato-juvenil”, disse.

Uma audiência de instrução, debates e julgamento foi realizada no dia 31 de maio, desse ano, e que durou mais de quatro horas. Sete testemunhas de defesa e quatro da acusação foram ouvidas. Ao todo foram arroladas 14 pessoas, mas uma de defesa e duas de acusação foram dispensadas. A audiência, que começou às 16h e só terminou às 20h30, teve alguns momentos tensos.

Na ocasião a juíza Dileta Terezinha Souza Thomaz, decidiu manter preso provisoriamente o professor. Ele deve ficar preso até a juíza dar a sentença, o que deve ocorrer dentro de poucos dias, após análise do resultado dos laudos periciais realizados no notebook da família e no pen drive, em Campo Grande e que foi ontem.

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