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Índios mantêm grupo detido em Polo de Caarapó

26 Jan 2016 - 09h40
Um grupo de 30 a 40 índios manteve durante todo o dia de ontem pelo menos 21 funcionários do Polo Base Indígena de Caarapó detidos no prédio da instituição ligada à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai). A manifestação foi em consequência do não atendimento ao pedido de remoção do atual diretor do pólo, Adalberto Araújo. Segundo os manifestantes, há quinze anos à frente da instituição, o encarregado deixa a desejar nos atendimentos.


A liberação seria feita mediante a presença de algum representante da Sesai, no entanto, por volta das 17h a ordem era para que a equipe fosse liberada e somente a direção teria de ficar.


Foi quando 20 funcionários, inclusive um médico que trabalha no polo há 10 anos, decidiram ficar no local até a chegada do representante da Sesai ou da Polícia Federal. “É para manter a integridade do diretor do pólo, ficaremos com ele”, disse o médico ao O PROGRESSO. Apenas uma mulher, lactante, foi para casa.


A reportagem tentou contato com representante da Sesai, mas as chamadas não foram atendidas. Até o fechamento desta edição, o representante de Campo Grande ainda não havia chegado ao local e a PF informou que fazia levantamentos para designar uma equipe para atender o ocorrido.


Desde as 8h de ontem, segundo o médico, os 21 funcionários não podiam sair do prédio e ninguém podia entrar no estabelecimento sob determinação do grupo que aguardava a chegada de um representante da coordenadoria Estadual da Sesai. “Vários pedidos que fazemos já não são mais atendidos. Está na hora de trocar”, disse um dos homens do grupo, identificado como Silvio.


“A culpa é da coordenação estadual que não atendeu nosso pedido para tirar ele [Adalberto]”, disse o protestante, alegando que documento já foi enviado para Campo Grande inclusive com o nome do sucessor.
Adalberto Araújo se defende, alegando que alguns serviços de manutenção e atendimento nas 6 aldeias a que o pólo atende estão com problemas por conta de atraso de repasses da União, visto a crise que o país enfrenta. “Ele têm dimensão dos problemas e quem quer que entre em meu lugar vai ter problemas iguais. Depende da União, é início de ano, os convênios obedecem normas”, disse Araújo. “Além do mais, esta é uma deliberação da coordenadoria”, completou.


A Polícia Federal recebeu a informação do ocorrido por volta de 13h. No entanto, um problema de comunicação sobre a jurisdição do prédio onde estava acontecendo o protesto atrasou o comparecimento das autoridades no local.


A Polícia Militar chegou a ir ao local, mas não permaneceu sob alegação de que seria “necessária mobilização de efetivo diferenciado para o caso” mediante ordem superior.

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