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Índios cobram bases da PF nas aldeias

13 Jun 2011 - 22h53
Uma das bases policiais funcionaria nesse prédio em frente a uma escola, na Jaguapiru - Crédito: Foto: Hédio Fa-zan/PROGRESSOUma das bases policiais funcionaria nesse prédio em frente a uma escola, na Jaguapiru - Crédito: Foto: Hédio Fa-zan/PROGRESSO
DOURADOS – Três dias depois da Operação Tekohá, desencadeada pela Polícia Federal, em conjunto com a Força Nacional, as bases policiais permanentes, prometidas pela PF, ainda não tinham sido montadas dentro da Reserva Indígena de Dourados. Lideranças procuraram a reportagem do O PROGRESSO para reclamar que no prédio, localizado em frente a Escola Tengatui Marangatu, na Aldeia Jaguapiru, onde funcionaria uma dessas bases, não houve nenhuma movimentação de policiais durante o final de semana e nem ontem.

O líder terena Lúcio Reginaldo Viana conta que a comunidade quer a comunidade dos trabalhos de policiamento. “Eles (PF) falaram que iam montar postos policiais aqui na reserva, mas até agora nada. Depois da operação não vimos nenhuma viatura policial aqui e de madrugada a baderna continuou, com som alto e bebedeira”, declarou Lúcio afirmando que os policiais poderiam agir em conjunto com as lideranças indígenas, que conhecem melhor o território.

Durante a reportagem alguns dos líderes chegaram a afirmar que a movimentação de venda de drogas continua nas aldeias. “O final de semana foi mais tranquilo na reserva, depois da operação, mas há muito para se fazer aqui dentro para diminuir a criminalidade. Apenas três pessoas foram presas acusadas de tráfico de drogas e nós sabemos que tem mais”, declara Sílvio De Leão, que é presidente do Conselho Indígena, na Aldeia Jaguapiru.


O líder denuncia que existem informações seguras de que traficantes teriam tomado várias casas dentro da reserva como garantia de pagamento de drogas. “É fácil identificar. Eles não trabalham e desfilam em carrões”, ressaltou De Leão.

OUTRO LADO

Ao contrário do que disseram as lideranças indígenas, o delegado da Polícia Federal, de Brasília-DF, Antônio Carlos Moriel Sanches, chefe dos Serviços de Repressão aos Crimes contra Indígenas, afirmou que a polícia esteve presente durante todo o final de semana na reserva indígena, em pontos estratégicos.

“Realizamos patrulhamento e barreiras nas noites de sexta-feira e sábado. Nos trabalhos foram usados seis motos, duas viaturas da PF, duas da PM e uma da Funai. Estávamos em 20 policiais, sendo seis agentes federais e 14 policiais militares. As ações foram bastante positivas porque não houve registro de nenhum tipo de violência, durante esse final de semana. Por todos os lugares que passamos os bares estavam fechados”, explicou o delegado.

Quanto as implantações das bases policiais dentro da reserva, Moriel confirmou que de fato ainda não haviam sido montadas. “Amanhã (hoje) a partir das 7h já estaremos lá montando essas bases”, garantiu o delegado.
Ontem pela manhã o delegado esteve reunido com os comandantes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil, para criar estratégias para ação em conjunto dentro de terras indígenas.

“A PM não vai poder atuar durante esta semana, por conta da troca de comando da instituição que está marcada para a próxima quinta-feira. Já a Polícia Civil deve enviar uma equipe formada por um delegado, um escrivão e dois investigadores, que atuarão a partir de amanhã (hoje) à tarde. Eles deverão dar continuidade a alguns inquéritos, envolvendo indígenas, que estão em andamento”, declarou o delegado.

RESERVA INDÍGENA

Conforme apurou O PROGRESSO com a confirmação do Observatório de Direitos Indígenas e de lideranças, as aldeias, de Dourados, tem atualmente cerca de 40 pontos de venda de drogas, fora os estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas, que tem venda proibida em território indígena.
Na última sexta-feira, durante a Operação Tekohá, a Polícia Federal cumpriu 12 mandados de busca e apreensão, que resultaram na prisão de apenas três pessoas, acusadas de tráfico de drogas.

Nos locais que ocorreram as prisões, além de drogas os agentes encontraram ainda cartões de recebimento de benefícios e carteiras de trabalhos de índios, que estavam retidos com os acusados, provavelmente para garantir o pagamento de drogas e outras dívidas.

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