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Policia

Giroto afirma que denúncia tem cunho político

18 Nov 2015 - 09h19
Edson Giroto chega à Procuradoria-Geral de Justiça. - Crédito: Foto: GERSON WALBER/CGNEWSEdson Giroto chega à Procuradoria-Geral de Justiça. - Crédito: Foto: GERSON WALBER/CGNEWS
Ao apresentar-se na tarde de ontem para prestar depoimento à força tarefa do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), em inquérito que investiga a denúncia de desvio de recursos públicos na recuperação de obras de rodovia estaduais, o ex-deputado federal Edson Giroto negou participação em qualquer tipo de crime e sobre a investigação de que é alvo afirmou que é vítima de cunho político.

Girito chegou à Procuradoria-Geral de Justiça do Estado (PGJ) acompanhado da advogada Kênia Fontoura e seu advogado de defesa, que o aguardava no órgão, disse que as provas coletadas pela força tarefa do MPMS são frágeis e não comprovam o suposto esquema de desvio de recursos públicos e confirmou que seu cliente é vítima de uma perseguição política.

Outro ex-deputado, estadual, Wilson Roberto Mariano de Oliveira, o Beto Mariano, também prestou depoimento no MPMS na tarde de ontem, onde chegou em companhia do advogado Hilário Carlos de Oliveira, o qual destacou que seu cliente não tem envolvimento no caso e que não tinha nada a declarar para a imprensa, que aguardava os depoentes em frente ao prédio da PGJ.

O advogado de Beto Mariano, que foi prefeito de Paranaíba, na região do Bolsão, destacou ainda que seu cliente somente conhece o conteúdo da acusação pelo que foi publicado na imprensa estadual e que, para apresentar algum tipo de defesa, primeiro deverá conhecer o motivo da acusação imposta ao ex-deputado.

A ex-presidente da Agência de Gestão e Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul), Maria Wilma Casanova Rosa, foi a primeira a deixar a sede da PGJ depois de prestar depoimento à força tarefa do MPMS sobre as investigações de desvios de recursos públicos e não quis falar com a imprensa.

Outro acusado na investigação, o engenheiro Maxwell Thomé Gomez, ex-chefe da Agesul em Coxim, chegou ao MPMS logo após a saída de Mario Wilma e seu advogado, Douglas Wagner van Spitzenberger afirmou também que os indícios do MPE são frágeis e que seu cliente não tem envolvimento em qualquer tipo de fraude.

Outros acusados pelo MPMS de desvio de R$ 2,9 milhões em obras não realizadas na MS-228, na Estrada Parque, em Corumbá e de R$ 2,6 milhões na MS-171, na região de Aquidauana, também estavam sendo aguardados para prestarem depoimentos ontem no MPMS.

São eles o empresário João Alberto Krampe Amorim, proprietário da empresa Proteco, que venceu as licitações para as obras; sua sócia, Eliza Cristina Araújo dos Santos; o diretor da Proteco, Rômulo Tadeu Menossi; o ex-presidente daAgesul, Wilson Tavares e os engenheiros Donizete Rodrigues da Silveira e João Afif Jorge.

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