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Facção pode ter ordenado morte de ex-presidiário

22 Dez 2015 - 07h00
Corpo de jovem foi desovado na Perimetral Norte, entre a Avenida Guaicurus e a BR-463, nas imediações do antigo Praia Clube. - Crédito: Foto: Divulgação/3º BPMCorpo de jovem foi desovado na Perimetral Norte, entre a Avenida Guaicurus e a BR-463, nas imediações do antigo Praia Clube. - Crédito: Foto: Divulgação/3º BPM
Um homem de 40 anos que seria ligado a uma facção criminosa que atua em presídios no Brasil confessou ter matado um jovem de 18 anos, também integrante do grupo, e deixá-lo às margens da Perimetral Norte, no trecho entre a Avenida Guaicurus e a BR-463, região oeste de Dourados. Ambos são ex-presidiários.


O motivo, segundo a Polícia Civil, pode ter sido uma ordem da facção para punir o rapaz por agir sem o consentimento da organização. No entanto, o autor deu outra versão, a de que a vítima teria mantido um caso com a namorada dele.


Era por volta de 17h50, quando populares avistaram um homem deixando um cadáver nas imediações do antigo Praia Clube de Dourados, às margens da Perimetral Norte. A denúncia levou a polícia a fazer rondas pela região e encontrar Wagner Porto de Souza, 40 anos, em atitude suspeita.


Souza foi encontrado por uma das equipes policiais no Jardim Cristhais, imediações do Hospital Universitário. Ele estava dentro de um Fiat Tipo, com placas de Caarapó, e apresentava a roupa cheia de sangue.


O homem, que pertenceria a uma facção criminosa, a princípio disse que tinha sido vítima de tentativa de roubo, mas acabou confessando que havia matado uma pessoa e levou os policiais até o local onde o corpo foi deixado.


Lá, a guarnição encontrou o corpo de Thiago Henrique da Silva Coelho, 18 anos, morto com pelo menos 24 facadas, a maioria no pescoço.


Segundo a Polícia Militar, o autor é de Rondonópolis, Mato Grosso. Sobre a ‘desobediência’ de Thiago, a polícia relatou que o jovem teria sido flagrado roubando uma caminhonete sem ordem do comando, o que causou a rixa e Souza recebeu ordem para matá-lo.


Souza disse que os dois foram juntos até Pedro Juan Caballero, cidade que faz fronteira com Ponta Porã, e quando retornavam para Dourados ele decidiu matar o rapaz.


Os golpes de faca que ele deu em Thiago, segundo o autor, iniciaram ainda dentro do carro. Os dois teriam lutado, o rapaz chegou a tomar a faca e ferido Souza no braço esquerdo. No entanto, em seguida, o autor retomou a faca e golpeou Thiago até a morte. O corpo foi colocado no porta-malas e jogado na beira da rodovia.


A polícia informou ainda que o pai do autor, cuja identidade não foi informada, é procurado como suspeito de ter ajudado o filho a cometer o crime. Ele teria vindo junto com Wagner, de Rondonópolis para cumprir a ordem da facção criminosa. Souza foi autuado em flagrante por homicídio e está preso.

Crueldade do crime


Em Campo Grande, mais um registro policial deu mostras da crueldade a que o crime expõe quem envereda por este caminho. Um homem que seria usuário de drogas foi torturado até a morte por três pessoas após ser acusado de furtar dois gramas de crack de uma boca de fumo. O corpo de Wanderson Martins de Freitas, 38 anos, foi encontrado na noite de domingo, em um terreno baldio na Rua João Rezek, no Residencial Oliveira, em Campo Grande.


A vítima estava com vários ferimentos pelo corpo, um corda de varal no pescoço e enrolada em dois cobertores. A polícia acredita que o crime aconteceu de sábado para domingo. Um dos principais suspeito pelo homicídio foi preso e disse que matou o homem com a ajuda de dois adolescentes.


O homem disse que amarraram Wanderson e passaram a torturá-lo para que ele confessasse o furto de dois gramas de crack.


O suspeito vai responder por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, tortura, por impedir a defesa da vítima, corrupção de menores e associação criminosa majorada. Ele já tem passagem por roubo, tráfico e amaça. A vítima não tinha ficha na polícia.

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