Dourados – MS terça, 26 de janeiro de 2021
Dourados
32º max
22º min
Influx
Policia

Ex-vereadores são transferidos para Penitenciária Harry Amorim

05 Mai 2011 - 22h46
Ex-vereadores completariam hoje uma semana de prisão no 1º Distrito Policial - Crédito: Foto: Hédio Fazan/arq.Ex-vereadores completariam hoje uma semana de prisão no 1º Distrito Policial - Crédito: Foto: Hédio Fazan/arq.
DOURADOS – A Justiça autorizou na tarde de ontem o pedido de transferência dos ex-vereadores Sidlei Alves e Humberto Teixeira Júnior que estavam nas celas do 1º Distrito Policial de Dourados, para o Presídio de Segurança Máxima Harry Amorim Costa (Phac). Outros cinco presos também foram transferidos. Os ex-vereadores foram presos na última sexta-feira, durante a Operação Câmara Secreta, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Hoje completaria uma semana de prisão dos ex-vereadores, no 1ºDP. A escolta dos sete presos aconteceu no final da tarde ontem.

O advogado Márcio Fortini, que acompanhou os dois durante a prisão, explicou que a transferência dos ex-vereadores ocorreu de forma rotineira. “Toda semana é feito o pedido de transferência de presos, para a Phac, ao juiz titular da Vara de Execução Penal. As celas da delegacia não comportam muitos presos, além de não ser permitido banho de sol e nem visitas íntimas”, ressaltou o advogado.

Sidlei Alves e Humberto Teixeira Júnior, aguardam decisão judicial sobre o pedido de relaxamento de prisão.

Os advogados de defesa Airton Stroppa Garcia e João Arnar Ribeiro ingressaram com o recurso no Tribunal de Justiça no último dia 3. Como é de praxe, o processo foi distribuído e está nas mãos do Ministério Público Estadual para avaliação e deve ser entregue ao judiciário depois de expedido o parecer.

Eles foram presos junto com os ex-assessores parlamentares Amilton Salina e Rodrigo Terra. Amilton já responde o processo em liberdade e Rodrigo Terra está internado em tratamentos cardíacos, mas continua preso, inclusive escoltado pela polícia.

GRAVAÇÕES

As investigações no MPE, contra os ex-vereadores, começaram após denúncia de um ex-funcionário da Câmara, que servia o vereador Júnior Teixeira. Ele fez a gravação de um dos seus diálogos com o vereador pouco antes das eleições para presidente, senadores e deputados.

Na gravação Júnior Teixeira confessa que se beneficiou do consignado e que o funcionário só foi admitido pela Câmara, exclusivamente, para ele obter o consignado.

A reportagem de O PROGRESSO teve acesso com exclusividade as gravações, que foram entregue por um ex-funcionário da Câmara, que hoje está sob proteção policial.

Em um trecho do diálogo, Teixeira cita claramente o envolvimento de toda a Mesa Diretora da Câmara no esquema de consignados e que “todos” os vereadores tinham consignados em nome de funcionários: “Todos os vereadores têm, uns mais outros menos, mas todos têm”, diz Teixeira na gravação.

Em outro trecho ele diz: “Então sentamos com a Mesa Diretora para dar uma solução. Quem tem funcionário que está a mais de 30% acima da margem exonera e coloca outro no lugar para pegar o cheque do salário e pagar o consignado”, disse ele na gravação.

Até então, conforme a gravação, a preocupação do Júnior Teixeira seria eliminar provas, caso houvesse uma investigação das autoridades com relação ao esquema de consignados.

O ex-funcionário ainda acusa Júnior Teixeira de ter ficado com toda a sua indenização da Câmara quando foi exonerado. Ao questionar Teixeira, este teria dito, que “ele recebia por fora, e que a nomeação dele na Câmara foi exclusivamente para ele obter o consignado”.

Só no nome do ex-funcionário, Júnior Teixeira teria feito três consignados; dois no nome dele e mais um no da esposa. Os três juntos somam algo em torno de R$ 82 mil. Como as prestações dos consignados começaram a atrasar, o ex-funcionário foi atrás de Júnior Teixeira na Câmara para cobrar uma solução, já que o banco começou a pressioná-lo.

Júnior Teixeira teve o mandato cassado por envolvimento na Operação Uragano, que resultou em sua prisão em 1º de setembro de 2010.

Já Sidlei Alves renunciou a presidência da Câmara e logo após o mandato ainda na prisão. Os dois foram libertados da prisão no final do ano passado, após cerca de 90 dias atrás das grades. Sidlei também é acusado de desviar dinheiro público na Operação Uragano.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Taxista desaparecido é encontrado morto na fronteira
Polícia

Taxista desaparecido é encontrado morto na fronteira

26/01/2021 14:50
Taxista desaparecido é encontrado morto na fronteira
Mulher morta com 17 tiros fazia sucesso no TikTok com mais de 50 mil seguidores
Feminicídio

Mulher morta com 17 tiros fazia sucesso no TikTok com mais de 50 mil seguidores

26/01/2021 10:09
Mulher morta com 17 tiros fazia sucesso no TikTok com mais de 50 mil seguidores
9,5 toneladas de maconha são apreendidas em meio a carga de milho
Dourados

9,5 toneladas de maconha são apreendidas em meio a carga de milho

há 9 horas atrás
9,5 toneladas de maconha são apreendidas em meio a carga de milho
3º narcotraficante mais procurado do Paraguai é preso na fronteira
Fronteira

3º narcotraficante mais procurado do Paraguai é preso na fronteira

25/01/2021 10:41
3º narcotraficante mais procurado do Paraguai é preso na fronteira
Carro furtado é recuperado em Itahum com volume prensado de maconha
Dourados

Carro furtado é recuperado em Itahum com volume prensado de maconha

25/01/2021 09:41
Carro furtado é recuperado em Itahum com volume prensado de maconha
Últimas Notícias